Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

28
Jul17

O NINHO DE OURO

Liliana Silva

16112642_10211861847691328_45067268073383025_o.jpg

 

Nunca em momento algum me recordo dos meus pais me proibirem de “frequentar” a cama deles. Nunca em momento algum fui proibida de adormecer lá ou de por lá ficar a dormir sempre que assim podia ou era necessário. Sem exageros, mas sobretudo sem grande stress.

Com o passar dos anos e com artigos e opiniões, com psicólogos e psicologias fui bombardeada com ideias que confesso influenciaram a minha maneira de pensar, e bem no inicio até de agir enquanto mãe. Há vários temas em que isso acontece, mas hoje falo-vos diretamente de dormir na cama dos pais.

Engravidei e tomei por ideia que não devia habituar o meu filho a dormir na cama dos pais. Na minha mente essa opção não seria posta em prática cá em casa para não criar maus hábitos, para não haver desgraças, como aquelas em que os pais caem literalmente em cima dos bebes, e também para que nós pais pudéssemos ter o descanso e a privacidade que precisávamos. Pois bem, amigos pais e mães sabemos que opinar antes do tempo ou tornar públicas as nossas decisões é como estar a jogar pedras com telhados de vidro e foi exatamente isso que aconteceu. O pequeno príncipe T nasceu e com ele trouxe as suas vontades. Pois…e a vontade dele era toda menos dormir. Com a nova experiência chegou a exaustão. Nos primeiros 4 meses ele dormia apenas a partir das 6h da manhã…sim sim leram bem, chegava as 21h e ele abria os olhos e só voltava a descansar pelas 06h da manhã. Agora considerem isto para quem é mãe de primeira viagem, para quem é mãe sem mãe, para quem é mãe sem qualquer tipo de preparação ou avisos prévios. Tornou-se a loucura e com a loucura as ideias pré-definidas, as conclusões precipitadas e as opiniões fundamentadas caíram por terra. E até hoje, e por ontem e pelo futuro aprendo que na maternidade ninguém tem 100% de razão, ninguém deve fazer juízos de valor e ninguém deve opinar sem conhecimento próprio. Só a partir dos 3 anos o T fez uma noite mais ou menos jeitosa e quando digo mais ou menos falo em 2 ou 3h seguidas de sono. Passou para o quarto dele quando completou um ano, mas sempre que havia choro, sempre que havia birra, sempre que por qualquer razão ele queria apenas atenção e o carinho que só eles necessitam, passou a pernoitar na nossa cama. Sem medos, sem juízos de valor, e sobretudo sem stress. Com o tempo percebi que o bem-estar dele é o nosso bem-estar, mas também percebi que se eu não estivesse bem ele também não estaria. Optei por me tornar uma mãe mais livre, sem mau-humor, sem cansaço acumulado. Optei por deixar de lado as ideologias e as crenças, as opiniões e o apontar de dedos em prol do bem-estar e saúde mental dos dois. Ninguém precisa de uma mãe sem vontade de brincar, a cair de sono e com o humor no limite mínimo, pronta a explodir de raiva quando o que eles mais necessitam é de paz, tranquilidade e acima de tudo boa vontade.

O tempo passa rápido demais para criar regras absurdas que em nada irão ajudá-los a crescer. E para aqueles que defendem que as crianças têm de ter regras desde o inicio, para aqueles que acham que dormir com os pais é puro comodismo dos mesmos para dormir mais umas horas, ou até mesmo para aqueles que acham que dormir com os pais pode até tornar-se num tema de cariz sexual para todos, tenho apenas uma palavra: TRETAS.

As rotinas ajudam as crianças a esquematizar e organizar-se enquanto ser humano, sou adepta sim, mas não sou de gelo e se posso optar por ter um filho feliz e emocionalmente coerente nunca deixarei de o “aninhar” com receios desmedidos e sem fundamentos. Nem sempre nem nunca é a máxima que se impõe e será sempre aquela que deve ser seguida.  

27
Jul17

Quando a Amizade supera decisões irresponsáveis de "senhores grandes"

Liliana Silva

13669063_10210128726044370_7161926942101576196_n.j

As mudanças de vida são por vezes necessárias e bem vindas, mas quando nos são impostas e apressadamente exigidas deixam-nos com um sabor amargo na mente e sobretudo no coração. A vida está em constante alteração de planos e por vezes custa-nos aceitar essas novas situações, essas novas pessoas que se cruzam, esses novos desafios que surgem do nada.

A verdade é que faz precisamente 1 ano que uma destas mudanças repentinas nos surgiu, nos foi imposta e nos foi exigida. A verdade é que há um ano atrás ficámos certos de que o dinheiro hoje em dia se sobrepõe a tudo até mesmo a interesses de crianças de tenra idade que em nada deveriam ser importunadas e chamadas a alterar os seus planos em prol de alguns trocos. Há um ano atrás uma instituição com renome local e nacional decidiu, deliberadamente dispensar a educadora da sala dos Raposinhos a uma semana das férias, a uma semana da instituição poder desculpar-se com o período de descanso de muitos dos funcionários, numa semana em que pais e encarregados de educação nada pudessem fazer para alterar este rumo. Cortaram-nos o fio condutor e isso não se faz, porque fizeram-no com maldade, com superioridade, com mau carácter. Fizemos o que podíamos e o que estava ao nosso alcance mas o desfecho foi o inevitável. Eles ganharam a "causa" a que se tinham proposto, ganhar mais uns trocos, mas perderam 11 crianças para outra instituição, perderam reputação e perderam 2 excelentes profissionais. Nós ganhámos em amor, em carinho e em amizade porque nunca perdemos o elo de ligação e os nossos filhos ainda hoje falam nos amigos, ainda hoje vão às festas de aniversário uns dos outros e ainda hoje falam na sua Clara e na sua Cecília. 

Deixo-vos o texto que escrevi há um ano e relembro que nos podem tirar tudo mas nunca o verdadeiro sentimento do amor.

"Completaste 1 ano e tive de tomar a árdua decisão de te deixar com "pessoas estranhas"...tive a dificil tarefa de encontrar paz interior para te entregar nos braços de senhoras que nunca te viram,não sabiam os teus hábitos,não conviviam contigo todos os dias e nem sabiam a tua maneira de adormecer ou os teus gostos. Ao entregar te, deixei o meu coração também. Com elas ficaste tu e as minhas preocupações e medos. E foram elas que souberam tão bem cuidar de ti e dos meus sentimentos. Foi delas que sempre tive a atenção necessária para tirar as dúvidas e os braços abertos para te amparar sempre que choraste,sempre que te magoavas e sempre que ficavas doentito. Foi com elas que também aprendi a ser mais solta,menos preocupada e mais atenta. 
E agora quase a completares 4 anos não há palavras que agradeçam a estas senhoras que passaram a ter mais tempo contigo...que aprenderam a lidar com as tuas birras,que te deram a mão para adormceres mais tranquilo. Hoje com quase 4 anos e se és feliz a elas também o deves e a elas devo toda a minha gratidão. Hoje com quase 4 anos teus continua a existir no mundo dos grandes a indefinicao de senhores que julgam as pessoas como se de notas se tratassem,que tratam as crianças como mercado bolsista e que nao olham a meios para atingir fins. Aos senhores grandes que ja esqueceram o que é ser criança e o que é ser se bem tratado fica a imagem do muito que de bom se faz com estas senhoras GRANDES que amparam os nossos meninos e os fazem voar num mundo cada vez mais cruel. 
A nós pais e encarregados de educação resta-nos levantar as "armas" que temos para lutar por um mundo melhor sempre com a missão de vos salvaguardar o coração. 
A vocês Maria Cecilia Ferreira e Clara Salgueiro resta-nos um grande OBRIGADA com tudo o que isso engloba...porque juntos seremos sempre mais fortes e a vida é uma luta constante 😍"

26
Jul17

Como falar dos “avós estrela”?

Liliana Silva

Tal como em muitos outros dias, este é apenas assinalado por uma data porque sei que dia dos avós são todos os dias. E são todos os dias porque nos tempos que correm são eles que conseguem fazer parar o tempo apressado de pais apressados e ter tempo para os netos, para as suas brincadeiras, para as suas conquistas ou até para os seus medos. E deveria ser sempre o dia dos avós porque é com eles que as crianças são genuinamente felizes e é com eles que tudo podem. E todos os dias são dias dos avós porque são eles que têm uma paciência sem limites, uma gargalhada desmedida até para as maiores asneiras dos pequenitos e uma vontade desmedida de estar e fazer sempre mais pelos nossos pequenos seres.

Posto isto, acredito que este dia é apenas o assinalar de todos os dias do ano, aquela necessidade que o humano criou de marcar datas, não é mais do que o dia em que pegamos no telefone para dizer “o menino está com febre não pode ir ao infantário, pode ficar contigo?” Ou “ligaram-me da escolinha, ele está a vomitar, será que o podes ir buscar até eu sair?” e ainda “queremos ir jantar fora mas não é o ambiente mais propicio para o menino, será que pode dormir aí?”. A resposta do outro lado da linha não traz surpresas, não vem com contrariedades, não demonstra fretes…muito pelo contrário. Do outro lado da linha temos talvez já a roupa vestida, o carro pronto a arrancar para a “linha de fogo” ou a dieta feita para os dias menos bons…Sim acredito que os avós são os bombeiros particulares dos pais, que devido às circunstancias atribuladas de uma vida de trabalho em excesso não conseguem estar quando é necessário e nestes casos torna-se um bem totalmente necessário e indispensável.

Mas e o oposto? E aqueles que já não estão presentes? E aqueles que por muito que sonhassem com netos e com as aventuras entre eles não podem, por circunstancias de força maior aproveitar esta oportunidade para serem ainda mais felizes? Por aqui sentimos essa injustiça, essa privação, essa mágoa…

Por aqui o pequeno príncipe T sabe que tem a sua estrela brilhante, já a quis visitar e pergunta muitas vezes porque ela não o vê. E por aqui não escondemos que ela existe. Por aqui o nome dela é falado todos os dias, a fotografia tem lugar de destaque na sala, por aqui sempre que as estrelas brilham sabemos que a avó veio visitar-nos e por aqui ele sabe que terá sempre asas que o vão proteger sempre que seja possível.

Não passaria o dia sem agradecer à estrela brilhante...ao sorriso distante...ao coração apertado...que não teve oportunidade de exercer como sempre tanto desejou este papel de 2° MÃE... hoje este dia também é teu...ainda que não tenha podido dar te a grande noticia...ainda que não tenha podido partilhar contigo os medos, as angustias ou os sonhos...ainda que não pudéssemos ir juntas comprar as primeiras botinhas...foi a minha barriga que sentiste no último toque da tua vida e foi na roupa que guardamos juntas há muito muito tempo que o pequeno príncipe T vestiu quando veio ao mundo...porque há sentimentos que não se explicam nem com emoções...Feliz dia dos Avós Mané, Maria, Rosa e Rui.

20170726_111924.png

25
Jul17

O bicho papão da alimentação

Liliana Silva

Cá por casa não nos regemos por um determinado e especifico tipo de alimentação. Não somos vegetarianos, vegans ou paleo. Não proibimos nada, não deixamos de comer porque faz mal ou porque tem muito açúcar, ou porque tem muito chocolate…. Cá em casa limitamo-nos a ter a quantidade certa em moldes certos para evitar ter de dizer que não.

Com muito pena minha (ou então não) o pequeno príncipe T não é privado de nada, experimenta tudo o que quer (ele não gosta de experimentar coisas novas) e em alguns dias da semana, mais aos fins de semana determinamos o “dia da exceção” e acabamos por permitir em quantidades aceitáveis aquilo que achamos que não deve comer com tanta frequência, como é o caso dos crepes de chocolate, dos bolos, dos sumos…

Há que ser coerente e não impor regras demasiado exigentes a crianças que estão na idade de descobrir os sabores. Certa de que também é nestas idades que se começa a exercer uma cultura de alimentação saudável, tentamos que o bom senso impere e que acima de tudo as decisões sejam tomadas com moderação.

Não quero com este texto criticar nada nem ninguém, porque tal como já referi cada pai e mãe só faz o melhor em prol dos seus filhotes. Quero apenas deixar a opinião que as escolhas devem ser feitas sem fundamentalismos e sem exageros.

Cá em casa o pai tem um tempero mais apurado, e a mamã prefere deixar as coisas com pouco sal, o T beberia sumo a todas as refeições e comeria crepes como sobremesa todos os dias. Convenhamos todos que nem sempre nem nunca. E como tal as exceções servem para manter o equilíbrio corporal e mental J.

Não somos adeptos dos cereais da moda como a quinoa ou as sementes de sésamo, creio que é uma questão de hábito, e se assim o quisermos também podemos mudar para melhor alguns aspetos que só nos ajudarão a viver melhor e mais saudáveis.  

Cá em casa, o pequeno príncipe T foi habituado a comer sempre a fruta no início das refeições, a comer sopa (ainda que seja passada, mas assim consigo introduzir todos os legumes que me vem a mão) todos os dias nas principais refeições (exceção em dias de festa ou fim de semana fora de casa) e a ter no prato principal carne, peixe, ovos que lhe permitam suprir as necessidades básicas e essenciais. Os legumes?! As saladas?! Pois… tema tabu para ele que ainda não conseguimos resolver, mas tento que a sopa possa conter sempre uma grande variedade destes alimentos. Se me dá dor de cabeça esta situação?! Sim ao início fazia-me confusão porque achava que para ele era indispensável para ele crescer saudável, hoje em dia e com o passar do tempo percebo que faço o melhor e tento que ele coma melhor a cada dia que passa, sem stresses e sobretudo sem birras. Porque comer deve ser um ato natural e não forçado.

20170616_170002.jpg

24
Jul17

Quando a casa não fica arrumadinha

Liliana Silva

Gostamos de ver o chão limpo, os móveis sem pó, os vidros a brilhar, a roupa passada e arrumada no armário, a máquina a lavar e a roupa estendida logo de seguida para não ganhar muitos vincos ;)

Gostamos sim...mas por aqui e desde quase há cinco anos atrás que não é essa a nossa prioridade. Sempre que me é possível gosto de sair e deixar tudo minimamente arrumado, dado que sempre fui ensinada com a célebre grase que diz "sabemos como saímos mas não sabemos como entramos". Sou daquelas mamãs que raramente consegue deixar a cama por fazer ou loiça do dia anterior por lavar...quanto ao resto já não sou tão perfeitinha e o que poderia ser feito ao fim-de-semana com mais tempo, acaba por ficar para segundo plano quando temos uma criança em casa que precisa de atenção, que precisa de brincar, que precisa de sair, que precisa de novas experiências. Tudo passa para segundo plano quando ouvimos um "quero ir andar de bicicleta", "podemos ir ao parque", "vamos nadar na piscina", "vamos até ao jardim dar de comer aos patinhos". Confesso...assumo a culpa...estas frases para mim soam-me a ordens expressas e não as dispenso. Não dispenso o tempo que voa, que passa rápido demais e que acelera quando estamos com quem amamos. Não dispenso a companhia dele, não dispenso vê-lo sorrir, não dispenso ver as novas conquistas, as novas amizades que vai fazendo na rua, na piscina ou no parque.

Lamento muito não ter a casa sempre arrumada, a roupa sempre passada, os vidros sempre a brilhar...mas não sou de lamúrias e muito menos nem de vergonhas quando a prioridade para mim é outra.

A vida segue num ritmo que nós adultos não conseguimos controlar. À vida é-nos imposta um sem número de obrigações que quer queiramos ou não acaba por nos roubar o tempo de qualidade, a força de vontade e a capacidade que hoje em dia tanto falta, a paciência. O tempo esvoaça arrastado por um vento forte que nos afasta de muitos mas que não nos pode serparar dos essenciais. E o meu filho é o meu bem maior e como bem maior é essencial e é prioritário.

Como tal queridos amigos e amigas, se tiverem o prazer de se cruzarem connosco num qualquer sábado ou domingo, ou até mesmo finais de tarde durante a semana podem imaginar à vontade uma peça de roupa por arrumar, um jantar que irá ser servido mais tarde ou talvez até a cama que não foi feita ao levantar. Mas fiquem com a certeza que nós somos felizes assim, que tiramos partido do tempo sempre que podemos e que não deixamos que esta vida apressada passe por nós a correr e nos acene com a mão. Por aqui fazemos parar o tempo, sim temos essa capacidade à custa de um brinquedo espalhado pela sala, da loiça que ficou por tirar da máquina ou da roupa que ainda não está arrumada no armário.

Por ele, sempre por ele, mas também por mim que consigo perceber cada vez mais que "o essencial é invível aos olhos".

PhotoGrid_1500900276112.jpg

21
Jul17

INTUITO DE MÃE...E AS CRITICAS QUE SE LIXEM

Liliana Silva

12195837_10208043751521310_6350189016507917397_n.j

 

Porque é que somos tão “boas” e rápidas a criticar?

Continuo a achar que somos um bicho difícil de domar, e perdoem-me a expressão mas realmente acho que é quase impossível.

Se já somos complicadas a gerir a relação mulher/mulher, no que toca à maternidade isto dá pano para mangas e motivos para muitas discussões.

Ora é a maneira como se engravida, ora é opção de parto natural ou cesariana, ora é a escolha de amamentar ou não amamentar, ora é se fazemos exercício e cuidamos do corpo enquanto grávidas ou pelo contrário se nos desleixamos um pouco mais e colocamos as nossas prioridades no recém-nascido. As temáticas são variadas, os conflitos crescem de dia para dia, e continuamos sistematicamente a ter necessidade de impor a nossa opinião de maneira a que a outra, mulher, mãe, companheira se sinta sempre mal com as escolhas que fez ou com as opções que teve de tomar.

Ser Mulher não é isto, mas ser Mãe muito menos. E hoje em dia tornou-se vulgar o culto à crítica, ao achar que estamos a fazer melhor, ao dizer que não é o mais correcto ou o mais apropriado. Mas afinal há mães perfeitas? Na minha humilde opinião e enquanto achar que não há ser humano perfeito, muito menos poderá existir uma Mãe que seja perfeita. Há alguma fórmula que os livros já nos tenham ensinado? Algum professor catedrático que o saiba? Tenho em crer que não e por tal tenho aversão à facilidade com que nós, mães nos conseguimos atingir a todas sem um pingo de sensibilidade.

Quem disse que ser mãe era simples, fácil, maravilhoso, encantador...enganou-se!! Enganou-se redondamente...porque ser mãe não é simples, não é fácil e não é maravilhoso. Ser mãe é daquelas tarefas que ou tens muito muito muito para dar ou então simplesmente não dá. Ser mãe é a mais nobre das profissões, a mais exigente, a mais satisfatória. Ser mãe é ser vida...é dar vida...é dar ar...
Ser mãe é passar a viver com o coração nas mãos, com o credo na boca, com as mãos na cabeça e com os suspiros na alma. Ser mãe é pura e simplesmente SER...Ser cuidador, protector, com amor para dar esperando única e simplesmente uma coisa...o sorriso verdadeiro, sincero, caloroso...um sorriso de "sou feliz", de "estou bem", de "aquele caminho é o certo, obrigada", de "é bom estares sempre aqui". Ser mãe é ser assim, imperfeita nas perfeições dos nossos rebentos!

Portanto minhas queridas amigas, consultem as vossas mães, as vossas amigas, as vossas médicas, ou até mesmo aquele grupo a que pertencem muitas mães nas redes sociais, mas façam um favor a vocês mesmas, sigam os vossos instintos maternais, e sobretudo não se deixem afectar com opiniões e decisões que as outras, tão mães quanto nós, nos podem transmitir. Só o vosso poder interior terá capacidade de aguentar o que vem de fora. É isso que faz de nós mães, o facto de termos a capacidade única de querer dar sempre o melhor de nós aos nossos filhos.

18
Jul17

Eles também merecem ir de férias...

Liliana Silva

PhotoGrid_1500334844275.jpg

 

Chegamos a esta altura do ano e os apelos duplicam ou até triplicam.

Chegamos a esta altura do ano e as páginas de apoio, de recolha, de adopção dos animais são preenchidas por patudos que foram “esquecidos” no tempo…na estrada…fechados em casa…ou em varandas à torreira do sol.

Chegamos a esta altura do ano e o ser humano esquece o essencial para ver apenas o supérfluo. Esquece os amigos de anos para se focar única e exclusivamente no chapéu-de-sol, na areia e no mar. Esquece os tantos dias vividos e compartilhados com os seus patudos para lembrar apenas que precisa de descanso. Esquece às vezes até, que o seu animal foi o único que o recebeu com alegria, com entusiasmo e com amizade na entrada de casa, quando o silêncio seria o barulho mais ensurdecedor que talvez poderia obter no seu lar. O ser humano esquece. E esquece porque se esquece que estes patudos não têm voz própria mas têm sentimentos. Esquece porque não deu o suficiente daquilo que recebeu em troca.

Chegamos a esta altura do ano e são muitos, infelizmente, que tratam os nossos animais como de lixo se estivessem a livrar. São muitos os que preferem levar a mala do carro cheia de tralha a tentar encontrar lugar e soluções para que o seu animal tenha também direito a férias, a conhecer locais novos, a acompanhar a família e a divertir-se em tempo de férias. Sim porque eles são da família, fazem parte de cada um, talvez tenha sido com eles que tenham pedido a namorada em casamento, ouviram o choro do primeiro bebe da casa e sentiram o seu cheiro, protegeram os membros de possíveis roubos, receberam-vos sempre com uma lambidela ou com um encosto à espera de um toque meigo e demorado. Eles fazem parte da família e quem assim não os vê não é digno da sua amizade e sobretudo lealdade.

Por aqui não temos! Opção familiar que consideramos ser coerente com tudo o que um amigo patudo pode exigir. Por aqui não temos, mas sentimos. Sentimos que os nossos animais podem e devem ser melhor tratados, acarinhados e respeitados.

Quem assim não os vê, não poderia nunca ter, comprar, adoptar ou apadrinhar. Quem por egoísmo próprio, abandona o seu animal à mercê dos perigos que o mundo provoca não é com certeza amigo de si próprio quanto mais capaz de proporcionar aos outros, seres humanos, uma vida de dedicação e amizade. Vale a pena pensar nisto…porque eles não são coisas, não são papéis que se amachucam, não é loiça que se parte, não são roupas que deixam de servir. Eles são vida e vida meus amigos é para ser respeitada e preservada.  

17
Jul17

Celebrar o AMOR

Liliana Silva

Quando celebramos o amor a vida corre mais devagar.

Quando celebramos o amor o tempo não voa porque aproveitamos o melhor e com os melhores.

Quando celebramos o amor ficamos mais ricos de paz, de espirito, de alma e de coração.

Quando celebramos o amor as injustiças parecem menores, os medos não têm a proporção de sempre, e a raiva deixa de existir.

Quando celebramos o amor temos sempre a certeza que vá onde formos seremos com certeza muito felizes.

Quando celebramos o amor aquilo que nos afasta só faz sentido viver se estivermos juntos.

Datas são datas. Têm a proporção que lhe dermos. Mas as datas são para ser celebradas, lembradas e guardadas. As datas servem fapa festejar, para animar e para amar.

Celebremos este 17/07/17 com a certeza que os dias menos bons só são ultrapassados quando celebramos o AMOR.

20170615_145754.jpg

13
Jul17

Quando a sorte bate à porta

Liliana Silva

IMG_20170712_090324851.jpg

 

Dizem que somos abençoados quando a vida nos corre bem, quando temos saúde, quando temos trabalho, quando o dinheiro abunda ou mesmo até quando conseguimos alcançar objectivos. Concordo em parte mas acrescento sempre mais, porque por aqui a mamã sabe que mais do ser abençoados por bens materiais somos sem dúvida abençoados quando temos amor, carinho, amizade, cumplicidade, estima e afeição.

Somos abençoados quando temos pais que nos abrem os braços e nos protegem com as suas poderosas asas, somos abençoados quando temos amigos que nos fazem gargalhar e cometer loucuras, somos abençoados quando temos um companheiro/a que nos mostra a grandeza da paixão, somos abençoados quando temos filhos saudáveis e felizes.

Hoje, e tal como há um ano atrás em que um turbilhão de emoções fez separar o pequeno príncipe T da sua educadora e auxiliar, sinto-me abençoada e sinto que o meu filho também o é. E sinto que somos abençoados porque temos o privilégio de continuar a ser acarinhados por gente que até então nos era nova mas que tudo fizeram para entrar nos nossos corações. Em mais uma etapa concluída e mais um ano lectivo que chegou ao fim o balanço é de coração cheio e sorriso nos lábios.

Ontem foi dia de reunião na escolinha do T. Ontem foi dia de saber como correu este 3º período e como se tinha portado este nosso pirralhito. Mais do que as palavras bonitas e os objectivos atingidos, o que trouxe no coração foi a maneira como a professora Bita falou dele e da sua alegria, foi a maneira como sei que se divertiram tanto nas actividades que fizeram, nos passeios que deram, nas brincadeiras que tiveram. Mais do que os ensinamentos curriculares (que devem ir acontecendo gradualmente) ficam as aprendizagens do saber estar, saber ser, saber respeitar. Mais do que tudo, sei que ali ele é feliz, sei que ali ele é respeitado, sei que ali para além da professora tem uma amiga brincalhona e sorridente, divertida e animada que o faz ser criança na sua plenitude, porque daquele lado a primeira impressão que passou e para esta mamã a mais correcta é que uma criança precisa de brincar. Brincar na verdadeira essência da palavra. E brincar engloba amigos, engloba sujar, engloba conhecer coisas novas, engloba partilhar, engloba até as birras próprias da idade.

E no pós reunião e no regresso a casa, quem fica é a Sandra Sousa, a Dulce, a outra Sandra, a Susana e a Isabel, porque são elas o suporte daquele Jardim de Infância. São elas que tratam as feridas, são elas que dão o comer, são elas que dão o colo, são elas que levantam a voz para repreender, são elas que os educam quando nós, pais e mães não estamos. E é a elas que também vai este grande agradecimento. Como costumo sempre dizer fui ensinada a agradecer e “quem meus filhos ama, minha boca adoça”. Palavras para quê?! O meu muito obrigada por estarem quando eu não posso estar.

 Sem esquecer a professora Raquel e a professora Mafalda que por menos contacto que tenham são sempre "estruturas" leais e de amizade com quem eles também contam. Mais um braço amigo para crescer e ser feliz. 

O meu muito obrigado nunca chegará para vos retribuir o que dão, mas chegará para que muitos vejam o trabalho magnífico que fazem com as nossas crianças.

Um até já…porque Setembro é já ali ao virar da esquina…

 

 

 

 

11
Jul17

Quando o menos se torna mais!

Liliana Silva

Sábado foi dia de festa, de brincadeira, de alegria e diversão.

Sábado foi dia de aniversário do primo M. e a excitação foi de tal forma grande que às 08h da manhã de sábado tinha alguém aos gritos na cama a perguntar se já podia levantar-se e ir para a festa...ainda tentei fazer a migração para a nossa cama e levantar-lhe um pouco mais a voz para dormir que ainda era cedo mas sem qualquer sucesso, para mal do meu querido sono.

Sim eu sei, culpa aqui da mamã que já sabe que não pode adiantar este tipo de coisas sem ser no proprio dia, caso contrário acontece isto...o sentimento de folia é tal que nem descansa. Lá tive de levar com aquela beleza que perguntava a cada meia hora se já era altura de ir para a festa. Grrrr....

Ora e dia de festa e aniversários são dias de prendas  e por aqui faço sempre questão que o pequeno príncipe T me acompanhe na escolha do presente a oferecer. Sim, também sei que a maior parte das vezes ele escolhe como se estivesse a escolher para ele, mas o mais engraçado é que não se fica por 1 ou 2 presentes, quer sempre oferecer muito e lá tenho de lhe por um travão e explicar que haverá mais pessos a dar prendas.

Acordado o presente a dar, vem a célebre frase "ohhhh tão bonito, não tenho, também podes levar para mim?" Sem birras ou exigências...apenas com aquele jeitinho que ele tão bem sabe ter para nos fazer vacilar. E pronto, aqui confesso que o coração oscila entre o certo e errado. Sábado não foi excepção e uma simples história despertou em mim a vontade de comprar para um e para outro. E naquele milésimo de segundo que estás quase a pegar na 2ª unidade, tens o neurónio esquerdo a chamar-te à razão. Sem dar nas vistas, virei costas e perguntei-lhe "quem faz anos hoje és tu ou o primo?" 

A resposta dele foi clara, curta, concisa e no fim de contas inesperada "quando fizer anos podes comprar-me este livro? Ainda não tenho nenhum destes e é muito bonito". A conversa ficou por ali. A resposta foi como é óbvio que sim, que ele depois pedia o que queria e nós pais, tentaríamos oferecer o que estivesse dentro do nosso orçamento. Ele ficou tranquilo e eu com vontade de voltar atrás e ir buscar o livro. Confesso que a vontade se instalou porque estamos a falar de um artigo que não era de todo caro e porque o T tem uma "biblioteca" que faço questão de apetrechar sempre que possível. Mas ele ficou tranquilo e é assim que deve ser, é agindo assim que tento que ele dê valor às coisas, mas sobretudo ao dinheiro. Não pode nem deve achar que tem tudo (e acreditem tem muito mais do que às vezes eu acho que deveria ser o certo). Mas quando se trata dos nossos filhos queremos sempre dar-lhes o bom e o melhor. Por aqui sabemos que o essencial não são os brinquedos, as histórias ou os instrumentos. Por aqui sabemos que os sentimentos, o conhecer, o vivenciar, são sempre mais importantes e fundamentais no crescimento dele e nosso enquanto pais. Somos mais ricos por nos termos uns aos outros e não por termos a etiqueta A ou o brinquedo B. 

Às vezes devemos parar para pensar, porque o menos às vezes é mais e torna-se num grande aliado para o futuro. 

20170710_165124.png

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens

Links

  •  
  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D