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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

29
Ago17

A nossa Dra. Dentista

Liliana Silva

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Mais uma primeira vez... Fomos ao dentista pela primeira vez. Confesso e assumo que estava mais receosa do que propriamente o interveniente directo...pequeno Príncipe T. Fomos preparando terreno quando nos começou a falar de amiguinhos que tinham ficado sem algum dente e aproveitámos a deixa para introduzir a fada dos dentes e a importância da visita ao dentista. Há algum tempo atrás fui-lhe dizendo que nas férias iriamos marcar a consulta para ver os dentinhos dele. Fui tentando "comprar" o receio dele com as benesses da fada dos dentes e pronto consegui plantar a calma no seu coração. Chegou o dia e ao levantá-lo de manhã disse-lhe que hoje era o dia de irmos tratar os dentinhos. Notei-o algo nervoso com o impacto da "notícia" mas não deu ponto fraco. Pediu apenas para levar um amiguinho e lá fomos nós. Fomos recebidos em clima de animação e de a vontade geral...puseram-lhe os seus bonecos preferidos na Tv enquanto aguardavamos a chamada. A espera foi curta e lá entrámos nós para "conhecer" a Dra Rita. Quando dizemos que as pessoas são feitas para certos trabalhos é da Rita que falamos. Confesso que fiquei surpreendida com o a vontade que teve com o pirralhito. Explicou-lhe tudo...mostrou-lhe cada instrumento e a sua função e deixou que ele mexesse quando tinha dúvidas. Foi fantástico ver a simplicidade de uma ida ao dentista. Aquele bicho de sete cabeças passou. O pequeno Príncipe T recebeu no final a medalha da coragemque teve e o diploma de bom comportamento. Registe-se que a boa higiene que fazemos em casa e a os cuidados com a alimentação,nomeadamente evitando chocolates,doces e refrigerantes mostraram-nos o benefício dos bons cuidados. O pirralhito tem uns dentinhos muito bonitos e bem tratados.

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22
Ago17

Géneros da discórdia...é pro menino e pra menina ohhh

Liliana Silva

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Estala o verniz...

Polémica novamente instalada...

Desta feita por 2 manuais que a Porto Editora colcou à venda no mercado para as nossas crianças praticarem alguns exercícios/actividades antes da entrada no novo ano lectivo que se avizinha.

Nada disto teria despertado rumores não fosse a diferença que os seus colaboradores encontraram entre actividades de rapazes e raparigas, e mesmo que tivessem encontrado, qual a necessidade de expor na prática esta situação?

Vamos ao cerne essencial da questão...porque terá uma criança de ser obrigada a escolher a capa e nomeadamente o conteudo destes livros pela cor? Porque terá uma menina ser submetida à escolha de um livro apenas e só porque no seu interior a maioria das actividades tem como fundo principal as bonecas, as roupas, os peluches, ou até mesmo a cozinha? Porque terá um rapaz de escolher o azul com carros, aviões ou brincadeiras ao ar livre quando na verdade até gosta de brincar com bonecas ou até gosta de fazer os bolinhos de domingo para toda a familia.

Confesso que não me sinto à vontade com esta opção, e não me sinto à vontade, porque aceitando estes livros estou a ir contra aquilo que defendo para todos...igualdade de género e de oportuinidades e aqui meus caros a educação começa desde cedo. É nestas idades, é nestas diferenças e nestas escolhas que estamos a criar miúdos mais ou menos tolerantes, mais ou menos aceitáveis, mais ou menos defensores. É por estas idades que se começam a formar opiniões, a tomar decisões e a gerar confusões. E é nestas idades que começam a ficar os medos de brincar com A, B ou C porque ele deveria brincar com carros mas até gosta de pentear bonecas, ou porque ela deveria dar banho ao seu peluche quando na realidade gosta de jogar à bola com amigos da escolinha.

Estamos a entrar pelo mais básico da Equidade e da Igualdade Humana, e se queremos adultos mais capazes, adultos mais tolerantes, adultos mais conscientes do verdadeiro papel do ser humano na sociedade devemos barrar este tipo de diferenças.

A prática e o comum é "esse brinquedo é de menina" ou " ai esses joelhos esfolados até pareces um rapaz". A diferença que pode marcar o futuro deles é ensinar que podemos fazer de tudo desde que isso nos faça verdadeiramente felizes. Porque não devem ser os outros a condicionar a nossa maneira de decidir aquilo que realmente nos faz sorrir e viver a vida com mais intensidade. Porque no final tudo se resume a isto... queremos miúdos felizes e não miúdos oprimidos.

 

 

21
Ago17

Um dia...Não serei bombeira!

Liliana Silva

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Um dia serei bombeira!

Não, não serei…não serei bombeira porque não suporto o calor…

Não suporto a ideia de fumo…

Não me identifico com aquelas roupas pesadas e quentes, com aqueles capacetes que nos privam os movimentos…

Não teria força suficiente para aquelas mangueiras pesadas…

Não tenho preparação física para andar no meio do nada, em busca da resolução para tudo!

Não consigo disponibilizar mais de metade dos meus dias à espera…

Não consigo passar as minhas horas à espera de um pedido de auxílio…

Não aceitaria deixar a minha família a qualquer hora do dia para me colocar em perigo…

Não tenho “orelhas de mercador” e não aguentaria que falassem mal de mim quando estava a dar tudo por eles,

Não aceitaria gritos de revolta, gritos de ajuda, gritos de aflição, simplesmente porque a desgraça alheia me deixa em pânico.

Não me satisfaria trabalhar em prol dos outros de barriga vazia, passar horas e horas sem um pingo de água para beber e de ânimos exaltados para ter de dar ainda mais e mais de mim…

Não serei bombeira. Mas sou humana, e  tenho-lhes um orgulho enorme porque eu não serei bombeira! Porque creio que não seria capaz do essencial. Não seria capaz de tudo isto e muito mais. Não aceitaria trocar os meus pelos outros. Lamento a crueldade das palavras. Lamento a frieza dos sentimentos. Lamento a ideia com que ficam da minha pessoa… Não serei bombeira porque para ser bombeiro é necessário nascer-se bombeiro, ter coração solto, olhos no horizonte, mãos com garra, corpo de luta, faro de especialista, ouvidos de “mercador”, braços e pernas de ambição. Ser-se bombeiro é acreditar no impossível, lutar quando todos dão aquilo como perdido, estender as mãos quando lhes dão com os pés. Conheço poucos assim...capazes de deixar o que é seu para salvar o que é dos outros. Conheço poucos, neste mundo onde todos olham cada vez mais o seu umbigo, onde cada um se fecha no seu casulo e pouco ou nada dá à sociedade e aos seus semelhantes...Conheço poucos que a esta hora trocariam as esplanadas pela frente de fogo. Conheço poucos que saiam de casa quando soa o alarme e há inundações em plena tempestade de Inverno. Conheço poucos que podendo aconchegar os seus filhos à noite na cama optam por ir desencarcerar homens, mulheres e crianças que o destino trai.

Continuo de coração vazio, o cheiro teima em barricar-se casa dentro, as chamas são visíveis a metros e metros de distância, o fumo cerca a cidade e teima em permanecer no horizonte, mas nunca serei bombeira porque não imagino estar de frente para este monstro chamado fogo.

O ser humano é bom a criticar, critique-se, sou apologista de que não nos devemos calar, porque só com críticas construtivas as coisas têm probabilidades de mudar...mas comecemos por quem de direito exerce lugares de destaque e chefia. Comecemos por nos interrogar a nós mesmos o que fazemos para que as coisas possam mudar. Comecemos por exigir mais de quem elegemos, de quem achamos que nos representará bem. Comecemos por saber distinguir dever de obrigação.

Nunca serei bombeira porque terei sempre o coração perto da boca e a alma pesada demais para combater livremente um estado que está cheio de vícios, de guerras internas, de comandantes a mais e combatentes a menos.

Nunca serei bombeira, mas orgulho-me, enquanto ser humana,  ser defendida por bombeiros, ser apoiada por bombeiros e ser protegida por bombeiros Orgulho-me de vocês como uma mãe se orgulha de um filho, porque mesmo sabendo que a perfeição não existe e que as coisas às vezes dão para o torto, estarei sempre cá para chamar por vocês, porque eu não sou bombeira mas sou mãe.

19
Ago17

Perdoem-me...mas e nós?!

Liliana Silva

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Confusa, triste, revoltada, insegura, amedrontada...

Haverá outros quantos adjectivos que poderiam demonstrar aquilo que por estes dias me vão deixando neste estado de incapacidade quase total para conseguir ver um mundo melhor.

Sem ter acesso à informação imediata, cheguei a casa e vejo a televisão ligada e a vermelho nova chamada de atenção...voltei a gelar, a quebrar e a suspirar. Sem o miúdo por ali para poder abraçar o meu instinto foi desvalorizar. Já não aguento, já não permito, já não é humanamente possível colocar todos estes cenários num coração que chora por tantas outras coisas.

Lamento que assim seja, sincera e cruel, mas desvalorizei porque me lembrei imediatamente de nós, das nossas gentes, do nosso povo rodeado de chamas, a perderem os familiares para o fogo, o sustento de uma vida, alguns deles até a própria vida.

Pelas 20h e com a abertura dos jornais nacionais, reparo que à notícia do atentado foi dado destaque de início. Perderam-se 13 vidas e outras tantas lutam pela mesma numa unidade hospitalar. As nações voltam a estar em cheque, a segurança volta a ser posta em causa, o terrorismo psicológico volta a pressionar quem apenas caminha levando a sua vida para a frente...

E com este destaque o meu pensamento principal foi "conseguiram dominar ou até mesmo apagar o fogo de Mação, de Gavião, Covilhã e outros tantos que por este nosso país têm dizimado lugares". Mais à frente vejo que não e a revolta aumenta.

Pareço-vos confusa? Pareço-vos ingrata? Pareço-vos insensível? Não estou a misturar temas, estou a complementá-los.

Nos últimos 2 meses somos nós, portugueses, que temos sido vítimas constantes de actos terroristas. Nos últimos 2 meses, somos nós, povo de uma nação, que tem sido atacada por todas as direcções possíveis e imaginárias. Nos últimos 2 meses somos nós, gente das terras e das aldeias que perdemos directamente num único fogo 64 vidas humanas, ainda e sempre sem explicação. Não deveremos nós também ser considerados vítimas? Não deverão os outros países abrir jornais com esta calamidade nacional? O que fazemos a quem fica de quem se foi?

Isto é terrorismo! Isto é ataque! Isto é crueldade!  E será durante muitos e muitos anos, porque nos vai faltar o pão para colocar na boca daquela gente que perdeu tudo. Vai-nos faltar o sustento da terra para muitos. vai-nos faltar o oxigénio puro que fazia de nós e destas terras, as terras da diferença.

Não querendo ser ingrata, insensível e demonstrando toda a minha solidariedade para com as vítimas deste 17 de Agosto, em Barcelona, peço-vos a todos que não se esqueçam que também nós vivemos no meio de inimigos dispostos a tudo para nos deixar as matas devastadas, as serras negras, e os olhares vazios ao olhar um horizonte que até então era verde e virou preto e cinza.

Nesta minha divagação, o pequeno príncipe T chegou, animado como sempre, bem disposto como habitual e eu decidi entrar na "onda" dele, é mais fácil sabem...levar as coisas pelos olhos e o coração de uma criança. Porque apesar das já muitas perguntas, ele tem a capacidade de armazenar tudo nas "gavetas" do seu coração pequenino e ir buscar a cada uma delas o essencial para sorrir e viver a vida pelo seu arco-iris.

17
Ago17

O Jardim da Tranquilidade - Visita ao Buddha Eden

Liliana Silva

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Saímos de casa com um intuito e uma rota destinada. Sabíamos o que queríamos ver porque andávamos a adiar o que para muitos dos nossos amigos era um local a visitar, uma zona de excelência e ponto de regresso obrigatório.

Por tudo isto decidimos aproveitar um fim de semana prolongado. Malas feitas e aí vamos nós à descoberta. O caminho não foi dificil, tínhamos as estradas estudadas e sabíamos que a zona do Jardim era no Bombarral. Percebemos assim que lá chegámos que não fica mesmo na zona central e como tal tivemos de parar o carro e perguntar (quem tem boca vai a roma, certo?!) e aqui a "je" mamã detesta andar às voltas só para não importunar ninguém ou medo de passar por inculta do nosso "Portugalito".

Ora não estávamos de todo errados, e as indicações da senhora da varanda conseguiram levar-nos direitinhos ao paraíso.

Avistámos um grande parque em terra batida e com inúmeros carros estacionados, percebemos que tínhamos chegado ao local pretendido. O pequeno príncipe T ía no suspense da viagem e na surpresa do que iria encontrar e confesso que nós também estávamos ansiosos por conhecer o que muitos designam como "Jardim da Paz".

Percebemos ao estacionar o carro que já havia fila para a compra dos bilhetes que custam 4 Euros por pessoa a partir dos 13 anos, mas a verdade é que estão bastante organizados dado que existe a possibilidade de escolher o pagamento por MB ou por dinheiro (e outros meios de pagamento), gerando por isso duas filas e vai daí consegue-se despachar o pessoal muito mais rapidamente do que seria o esperado.

Ora na compra do bilhete, metemos a "pata na poça", escrevendo curto e conciso. Isto porque a entrada custa os tais 4 Euros por pessoa (maiores de 13 anos) e há o passeio de comboio que são mais 3 Euros por pessoa. Aqui os espertos, em vez de questionarem quem sabe do assunto, tomámos por certo que o comboio não valeria a pena porque faria apenas uma volta e nós íamos numa de caminhar e conhecer os caminhos mais afastados do percurso normal...WRONG...erro crasso e mais adiante explico-vos porquê, afirmando já de caminho que foi o único senão que encontrámos deste passeio (sendo que o erro foi única e exclusivamente nosso que não perguntámos o que devíamos).

Já com o mapa na mão (que nos é dado na compra dos bilhetes) fazemos o nosso circuito como queremos, dado que em círculo se consegue ver tudo e regressar ao ponto de partida.

 À entrada e ao optarmos pela via mais à direita temos um enorme lago com peixes laranjas e pretos que fazem as delícias dos mais pequenos.

 

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 A partir daqui foi perder-nos pela imensidão de jardim, de sítios, de paisagens, de estátuas, de budas...enfim um autêntico oásis que nos permite viajar e sentir em liberdade.

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O Bacalhôa Buddha Eden é o maior jardim oriental da Europa e está em constante renovação. Situado a apenas 70km de Lisboa, actualmente faz parte de uma enorme quinta de vinhos, a Quinta dos Loridos. Num total de 100 hectares, cerca de 40 estão reservados a este jardim com lagos, peixes, patos, tartarugas e plantas exóticas.

A história que marca o nascimento do Bacalhôa Buddha Eden no Bombarral, Portugal, é bastante interessante. Surgiu como protesto perante a destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão em 2001, considerado um dos maiores actos de barbárie cultural.

Surpreendemo-nos com as estátuas de vários tamanhos e vários deuses. E numa brincadeira sem precedentes decidimos imitar as posições de cada uma delas, levando a visita para um ponto de diversão e de descoberta...os recantos de cada sítio deixáva-nos cada vez mais prendidos àquele local. 

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O exército de cerca de 700 soldados de terracota azuis, pintados à mão e sendo cada um deles uma peça única faz as delícias de miúdos e graúdos e deixa antever grandes missões travadas ao longo de vários anos de história.

  

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A escadaria central é o ponto focal do jardim, onde os enormes buddhas dourados dão calmamente as boas-vindas. Estima-se que foram usadas mais de 6 mil toneladas de mármore e granito para edificar esta obra monumental. E foi aqui que percebemos o erro crasso do comboio turístico. Percebemos que o dito cujo faz paragens regulares já estipuladas e deixa sair os visitantes, permitindo-lhes visitar o que querem no tempo que querem e como querem, podendo os mesmos apanhar novo comboio em qualquer parte e em qualquer altura. Acabámos por não confessar isto ao miúdo que tinha mesmo muita vontade de andar, mas ficou a promessa de voltarmos e seguir o seu pedido. 

 

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Confesso que as expectativas eram grandes e em nada foram defraudadas. Foi um passeio lindo, é um sitio incrível, um jardim lindo por tudo o que o compõe. Pelas esculturas, pelas plantas e todo o espaço envolvente, e pelo que evoca: a paz.

 

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Muito mais havia a mostar, mas realmente só visitando este espaço se percebe a riqueza de cada recanto. Foi óptimo percorrer a pé cada "esconderijo" deste sítio. As obras de arte de vários artistas são magníficas, as estátuas em pedra a perder de vista deixa-nos de boca aberta, as plantas, flores e árvores um verdadeiro convite a respirar ar de qualidade. Deixo-vos com aquilo que confesso adorei ver... o lago de nenúfares. Mais um espaço que me deliciou pelas cores e simbolismo.

 

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DADOS GERAIS DO JARDIM BUDDHA EDEN

Acesso: O jardim fica a cerca de 2 km do Bombarral (tem sinalização desde a saída da A8) e a 70 km de Lisboa, Portugal. Existe um enorme parque de estacionamento gratuito.

Dica: Ir de manhã ou a meio da tarde, pois durante a hora de almoço torna-se bastante quente.

Curiosidade: As estátuas são todas feitas de terracota ou pedra portuguesa (apesar de serem esculpida na China)

 

16
Ago17

Basta! Queremos um Verão de "SOL"

Liliana Silva

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Já chega!

Basta!

Isto tem de ficar por aqui!

Até quando os destaques noticiosos são de tragédias? Até quando vamos levar com esta onde de desgraças, de tragédias, de sofrimento, de angústia? Ora são os fogos, ora os acidentes com avionetas, ora a queda de árvores...

Mas não era o verão sinónimo de coisas positivas? De pores do sol imperdiveis, de festas no areal das praias, dos convivios dos nossos emigrantes nas aldeias de cada cidade? Não era o Verão sinónimo de cor, de sorrisos, de vida? Não era o Verão sinónimo de boa disposição, de festas populares, de dançar até cair para o lado?

Basta!

Não estamos a carregar baterias com este Verão, não estamos a conseguir deixar os pensamentos negativos para aproveitar o sol, o calor e as boas energias. Não estamos a saber distanciar-nos destes acontecimentos que, vai na volta, nos atingem indirectamente e nos apertam o coração. 

Olhamos a nossa serra e está feita em cinzas, privamos com as nossas gentes e vemos que estão desgastados com o combate aos fogos e com a ansiedade de conseguirem salvar os bens de toda uma vida. Rumamos à praia e pensamos que poderemos não estar em segurança. Vamos a uma festa e o medo apodera-se de todos os locais onde paramos. Assim não dá!

Urgem notícias positivas, coisas boas, energias renovadas. Urgem sentimentos agastados com esperança e não desgastados com o derrotismo. 

Já chega...por aqui e pedindo a um Deus maior, ao destino, ao acaso, à sorte...àquilo que se queiram agarrar ou àquilo que lhe queiram chamar, deixem os vossos corações abertos para novos e determinados momentos de felicidade, porque ninguém pode ser 100% feliz com a tragédia dos outros a entrar-nos casa dentro.

Chamemos então por eles, pela boa sorte, por um destino mais feliz, por dias mais risonhos. Chamemos porque precisamos deles para continuar a luta do dia a dia.  

14
Ago17

Coração em Chamas...

Liliana Silva

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O pequeno príncipe T voltou a perguntar demais pelo fogo, pelas pessoas que nele gritam, pelos bombeiros que correm com as pesadas mangueiras às costas…e nós resolvemos:

Recusámos a televisão

Recusámos Canais noticiosos

Recusámos a rádio nas horas informativas

Passámos o fim de semana em estado de alerta, mas não querendo dramatizar aquilo que por si só já é dramático. Passámos as horas das refeições a ouvir música, a conversar sobre coisas supérfluas, a tentar afastar os pensamentos que nos faziam corroer por dentro, a tentar afastar o olhar do horizonte onde o negro sobrevoa o céu, a tentar que o cheiro vindo da rua não entrasse pela casa dentro.

Olhos que não vêm, coração que não sente…e foi mais ou menos isto…

Sim estamos a enganar o impossível, a esquecer o dramático, a colorir o negro das paisagens.

É esta a forma de proteção que encontrámos para ele, mas principalmente para nós que sabemos melhor que uma criança o que estes dias estão a causar na vida de muitos, na floresta de todos e no dia a dia de cada um. E falar sobre isto não acrescenta nada de novo, mas escrever sobre o assunto faz-nos deitar cá para fora, através de palavras aquilo que nos queima a alma e o coração.

Não somos insensíveis, não conseguimos inverter a realidade, não podemos colorir tudo de rosa, simplesmente queremos um mundo diferente, queremos um mundo onde não tenhamos de explicar a cada hora que passa, a uma criança amedrontada que o fogo por aqui ainda está longe. Porque o nosso dever é acalentar-lhes o coração e não deixar-lhes o medo lá plantado.

Hoje o fumo tapou o sol, acordámos todos mais pobres que ontem, mais fracos e mais doentes. Vai-nos faltar o ar puro durante os próximos anos e isso trará a nossa decadência acentuada e sem explicação. Hoje os carros estão “enfeitados” com as faúlhas que vêm de longe (longe mas já perto para se fazerem notar) e o horizonte escondido pelo fumo.

Para ele, hoje o dia está de “tempestade”, diz que vem lá chuva porque está escuro, porque o sol está escondido. E eu murmuro bem baixinho que essa chuva devia mesmo chegar, com força, com garra, com expansão. Porque para nós o dia é mesmo de tempestade e terror, de aflição e sobretudo de solidariedade para quem lá está no meio, seja a sofrer ou a combater.

Hoje o sol tomou tendências avermelhadas, sinónimo de um coração em chamas. O coração de um povo que se debate contra um mostro chamado fogo.

11
Ago17

O MEU curso intensivo para a vida!

Liliana Silva

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Well, well, well...

Escrevo-te ao som de música contagiante, ao som de música de verão, ao som de música que faz vibrar e sabes porquê?! Porque me faz lembrar de ti. Faz-me lembrar o teu ritmo, a tua energia contagiante, as tuas gargalhadas desprovidas de sensatez mas cheias de felicidade. Escrevo-te, porque dizem hoje ser o dia do filho...hoje?! Hum...olha o cliché...hoje e sempre. E continuo a escrever-te porque as aventuras que passamos serão sempre um bom tema para artigos, para crónicas da minha opinião de mamã babada, para frases que marcarão as linhas da nossa vida.

E sabes porque te escrevo assim com esta determinação e veracidade?! Para que me possas ler um dia mais tarde, para que te possas conhecer enquanto criança que hoje és, e para que saibas o orgulho desmedido que tenho em nós. Sim em nós. Orgulho por ter seguido o meu coração e ter tido a coragem de te trazer para junto de mim. Orgulho porque no que está ao meu alcance “ofereço-te” a magia com que quero que sempre vejas este mundo. Orgulho porque acredito que fazendo-te feliz, tu darás o troco na mesma medida e farás com certeza muito mais gente feliz ao teu redor. Orgulho em ti porque a cada amanhecer tens um propósito renovado. Orgulho em ti porque és verdadeiro, porque ainda não carregas nos ombros as responsabilidades de adultos mal encarados e zangados com a vida. Orgulho em ti porque sei que és verdadeiro, és sensível e és ponderado. Orgulho em ti porque contigo aprendi a ser uma melhor pessoa, porque contigo aprendi que as forças estão sempre escondidas num local mágico que só cada um tem a sua própria chave.

Orgulho em nós, porque não somos perfeitos mas seremos eternamente felizes naquilo que considerarmos como felicidade. Orgulho porque mesmo em dias maus, conseguimos sempre ver a luz ao fundo do túnel e quando assim não é não saímos da carruagem, seguimos em frente encarando sempre de frente as adversidades da vida.

E escrevo-te, meu filho perfeitamente imperfeito, para que saibas sempre que este mundo não é cor de rosa, mas que poderás pintá-lo de arco-iris sempre que queiras, e para que queiras basta que foques as tuas energias, estas que agora tens, estas energias de criança feliz, de criança alegre, de criança que tudo pode. Guarda-as num cantinho do teu bom coração, as reservas que fizeres destas energias nunca serão demais, e utiliza-as sempre que precisares ou sempre que aches que alguém ao teu redor precisar de um empréstimo para a vida. É desses empréstimos e dessas utilizações que a vida se vai tornar menos pesada e mais livre.

Todos os dias são teus porque nasceste para isso mesmo, para conquistar. Para me fazer acreditar que tudo vale realmente a pena. 

 

 

10
Ago17

E se eu for viciada em ti?

Liliana Silva

 

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Que culpa tenho eu de te querer demais?

Que culpa tenho eu de me viciar na tua presença e de me entristecer com a tua ausência?

Que culpa tenho eu de querer estar sempre mais e mais contigo? De querer que estejas sempre ao meu lado? De querer fazer contigo tudo o que possa, mesmo que isso implique mais cansaço, mais confrontos e menos tempo para as minhas coisas?

Confesso que posso até parecer egoísta, mas não é isso. E não é isso, apenas e só porque preciso da tua presença, porque gosto que me acompanhes, porque não gosto de perder as tuas reações, as tuas "saídas" e as tuas aventuras. E neste mundo enorme cada esquina traz vivências novas.

Podia deixar-te com muitos, todos te querem e tu és de fácil relação...ir às compras por exemplo seria mais fácil mas não teria tanta piada quando me ajudas a colocar as compras no tapete... ir ver de roupa ou calçado seria mais tranquilizante (assim o dizem sobre nós mulheres), mas não soltaria aquelas gargalhadas imensas quando teimas em experimentar a roupa de criança mas també a de adulto...sair à noite todas as semanas traria a componente social que a bem ou mal se perde um bocadinho quando temos filhos, mas nós habituámo-nos a levar-te e assistir ao teu à vontade com tudo e todos é delicioso.

Sei que para tudo deve haver um peso e uma medida e que devemos colocar a balança com o peso certo para a equidade funcionar na sua perfeição em tudo e até nisto. Nunca ultrapassei limites, quando vejo que não posso, quando vejo que não deves, quando creio que é necessário afastamo-nos por horas, porque não sou de todo egoísta. Mas de resto continuarei a querer que estejas sempre comigo, que faças parte do meu dia e da minha noite, que possamos rir juntos das trapalhadas, que nos possamos zangar quando te chamo desalmadamente e tu não ouves, que possamos lembrar sempre que juntos a vida custa muito menos a passar.

Dedicar-te-ei sempre o meu tempo...palavra preciosa e tão escassa. 
Dedicar-te-ei sempre o meu tempo,seja ele pouco para descansar,pouco para ler,pouco para cozinhar,pouco para passar a ferro ou até mesmo para desanuviar.
Dedicar-te-ei sempre o meu tempo mesmo que não sobre para mim,para os meus afazeres ou para o meu espaço. 
Dedicar-te-ei o tempo que precisas para rir,chorar,correr,brincar,jogar ou até fazer birras. 
Dedicar-te-ei o meu tempo porque até a dormir fazes parte dele...e porque sei que o teu tempo futuro terá cada vez menos tempo para mim. Sou tua em todo o teu tempo e tu és meu no tempo que achares que continuo a aquecer o teu coração  

 

 

09
Ago17

TENHO DE FAZER UM "MEA CULPA"

Liliana Silva

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Se há coisas em que os miúdos são quase perfeitos, é em desafiar as leis da gravidade chamada mãe. Por aqui não há excepções e por aqui temos plena noção que eles agem de acordo com a corda que nós lhe damos. Por vezes há que bater com a mão no peito e assumir que eles são o espelho das nossas atitudes e dos nossos discursos.

Vá vamos lá ver...quem nunca...?! 10 coisas que assim de repente me fazem rir e sentir uma "culpa" medida nesta tua vida de criança feliz.

 

1. Detesto gritar: mas a verdade, e fazendo já um "mea culpa", fui eu que talvez o tenha habituado (e mal, sim eu sei) a este grau de voz que em momentos me escapa do aparelho vocal.

2. Numa refeição sou capaz de repetir 1000 vezes para parar de conversar, agarrar na colher e comer: mas a verdade é que quem sai aos seus não degenera...ups...

3. Farto-me de lhe dizer que tem de sacudir a pilinha depois de fazer xixi: mas coitado ele bem pergunta porque a mamã não tem de fazer o mesmo ( e lá vêm as explicações dos crescidos confundir isto tudo...ehehe)

4. Fico maluca quando tenho de chamar o nome dele mais do que 3vezes seguidas: aqui não há "mas"...quando não ouve à terceira, o primeiro vem acompanhado pelo segundo e ele fica em sentido ;)

5.Arrepia-me vê-lo saltar no sofá e nas camas com medo que caia: mas confesso que adoro ver o ar de felicidade dele sempre que se está a divertir à brava e a desafiar-me ainda mais.

6. Fico de cabelos em pé quando põe a música no volume máximo e faz estremecer a casa e o humor dos vizinhos: mas depois penso que o miúdo tem de treinar para o futuro dele. 

7. Falta-me a paciência quando coloca os desenhos animados em modo repeat (raça das operadoras e televisões que permitem isto assim, no meu tempo se queria voltar a ver gravava em cassete VHS...ohhh god)e quando julgo que o vou conseguir arrancar do sofá, vem mais um episódio da Patrulha Pata: mas assim sendo eu aproveito a cena para estender a roupa ou lavar a loiça

8. Derreto-me toda quando oiço o "mamã és tão linda": mas sei que no momento seguinte ou há pedidos ou confissões de asneiras (vá também não é sempre...mas...)

9. Assusto-me sempre que decide pegar nos inúmeros cestos de brinquedos e espalha tudo pelo chão: mas no meio disto tudo ele fica fascinado com coisas que já não via e não brincava à séculos e eu páro tudo para o ver aproveitar-se das coisas dele.

10. Adoro quando dizes ao papá que sou eu que mando: mas isso implica mesmo seguir a risca essa indicação e às vezes dispensava bem ser sempre eu a dizer que sim ou que não (há folgas para isso?!)

Há por aí outras sugestões de "mea culpa" que acabam sempre com finais felizes?!

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