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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Desabafo à Ex.ministra das Finanças - Luísa Albuquerque

09.11.17 | Liliana Silva

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Exma. Sra.

Ex-Ministra das Finanças

Logo pela manhã e ao ler as primeiras capas de jornais nacionais deparo-me com a sua excelente frase e passo a citar "os portugueses não precisam de afectos, precisam de alternativas".

Ora pois como sou uma mulher de afectos, esta frase não me caiu lá muito bem. Entretanto fui ler o conteúdo da entrevista não estivesse eu a ser induzida em erro por uma frase sem contexto, e a verdade é que realmente aquilo que eu depreendi com a sua declaração estava correcta. Senti-a uma mulher "vazia" porque querer colocar tudo no mesmo saco dá farelo e não farinha. Não se misturam os afectos com a política. Ainda não se misturam e na minha opinião mal. Se tivessemos políticos mais afectuosos, mais preocupados com o bem comum, mais atentos às questões sentimentais do povo talvez o povo visse a classe política com outros olhos, talvez o povo votasse com mais garantias, talvez o povo não desejasse tantas vezes o linchamento público de figuras que compõem a nossa assembleia..

Veja-se o caso recente dos fogos em Portugal...o que ganhou António Costa ao distanciar-se dos afectos e a chegar-se apenas à frente com a parte pragmática da coisa? Não resulta minha senhora. O povo precisa de saber que é compreendido, que é defendido, que é protegido e isto cara amiga são afectos. São maneiras de reconhecer que somos humanos, que não nos vêem apenas como números, que não fazemos apenas parte das estatísticas. 

As alternativas que hoje nos são colocadas na mesa não são na sua essência alternativas, porque como defende são alternativas sem afectos e isso sra. ex-ministra estamos nós fartos. Queremos uma alternativa que não pense no poder da política em proveito próprio e mais um número confinado ao seu circulo familiar e de amizades. Queremos uma alternativa em que nos inclua a nós portugueses como uma família gigante que deve ser protegida, que deve ser acarinhada e que deve ser defendida. As alternativas do futuro passam por saber que durante anos e anos fomos conduzidos por pessoas que substituiram o coração pelas obrigações e que isso deve mudar. A máscara de um político não pode continuar a esconder sentimentos, porque um dia, em dias de aflição, de aperto ou de tragédia o que nos vale sempre em primeiro lugar é um afecto e a garantia que não seremos esquecidos.

Sim eu sei, este texto é escrito por mim, pessoa de afectos, de toques, de vivências amistosas. Ao reler-me sei que escrevi algo que é impossível de colocar na prática, mas que ainda assim e sem medos ou receios escrevi aquilo que defendo para um mundo mais coerente. Porque da política também poderemos recolher grandes afectos.

A capacidade de assumir erros

08.11.17 | Liliana Silva

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O pequeno príncipe T teve ontem uma saída pela escolinha. Foram assistir a uma peça de teatro e como se deve imaginar tudo o que para eles foge à rotina torna-se motivo de alegria redobrada e êxtase sem igual. No regresso a casa e depois de iniciar o seu diálogo, senti-o meio envergonhado. Perguntei-lhe como sempre se o dia tinha corrido bem e se me queria contar aquela tarde diferente. Começou por confirmar que foi ao teatro, e antes que me descrevesse o que quer que fosse, virou-se para mim e disse "nós fomos ao teatro, mas eu e a "menina" portámo-nos mal, tivemos uma má atitude". 

Naquele momento o meu sentido de correcção não teve qualquer reacção perante a forma confessa de um miúdo de 5 anos. Tentei segurar a cara de quem está atenta ao que ele me estava a contar, mas com uma vontade imensa de me rir, até porque tinha acabado de sair da escolinha e nada me tinha sido transmitido, portanto sabia de antemão que tinha sido algo insignificante que tinha ficado resolvido no momento. Mas não deixei cair a máscara e muito atenta continuei a ouvir. E no meio da conversa só ouvia aquelas desculpas fantásticas do "ela é que me disse" ou "ela é que mandou".

Mamã: Mas vamos lá ver, afinal o que aconteceu para estares a dizer que se portaram mal? 

T: ohhh quando estavamos à porta do teatro a professora falou connosco e disse que não queria correrias naquele sítio. E sabes o que ela...(silêncio imediato) e eu fizemos? Começámos a correr. 

Mamã: ahhhh...olha que bonito...

T: mas não imaginas mamã, foi a professora a dizer que não se corria e nós fizemos logo isso, tivemos uma má atitude. Mas foi ela que mandou mãe, foi a "menina" que me mandou correr (começam as desculpas esfarrapadas do "é sempre o outro e eu sou um santo")

Mamã: (discurso da típica frase) então olha lá, e se a "menina" te dissesse que tinham de se deitar para um poço com água o que fazias tu? Tentei po-lo a reflectir sobre o assunto.

T: ohhh claro que não ia, ela afogavasse sozinha.

Mamã: então amanhã vou ter de falar com a professora para saber o que aconteceu...

T: (pára à minha frente muito indignado e replica) mas então eu já te estou a contar tudo não precisas de perguntar nada à professora. Foi isto que aconteceu de verdade. E eu até chorei.

Mamã: então mas choraste porquê?

T: porque me portei mal, foi uma má atitude e a professora ficou triste e até disse à "menina" que da próxima vez ficava na escolinha...

Mamã: pois é isso que acontece quando os meninos não sabem respeitar as regras, ficam de fora das coisas giras que acontecem...e parece-me que nem tu nem ela querem que isso aconteça certo?

T: sim mas isto não vai voltar a acontecer. Eu já aprendi que só devo obedecer às professoras e que nenhum menino manda em mim...

Ao jantar voltou a tocar no assunto e hoje de manhã a mesma coisa. Tinha-se esquecido de contar a professora que a "menina" o tinha puxado e que ele não teve como parar a brincadeira. Valha-me ainda a ingenuidade destes actos irreflectidos e momentâneos. 

Relativizei e esqueci, mas confesso que gostei da atitude dele ao assumir os erros, mesmo quando ninguém de fora o "pressionou" a tal, notei que foi uma situação que o incomodou, notei que foi uma situação que ele queria "desabafar", até porque acreditem que ele não é daqueles que conta os pormenores do seu dia-a-dia na escolinha. Portanto, naquela conversa notei que houve uma necessidade acrescida de expor aquilo que lhe estava a meter confusão. E confesso, é bom saber que de quando em vez sou o seu ombro amigo até para se denunciar a ele próprio. Sim eu sei, vão contar-se pelos dedos das mãos as vezes que ele "se acusar" sobre maus comportamentos, tipicos da idade, mas mais uma vez surpreendeu-me pela maneira como encarou a situação e a expôs sem ter necessidade disso.

Aqui está como ser criança é ainda tão puro e genuíno. ;)

 

Ele dorme...e eu?!

07.11.17 | Liliana Silva

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A noite ideal é ter tempo de qualidade com ele antes de o deitar. A noite ideal é que ele faça o que quiser e eu acompanho as brincadeiras como se uma verdadeira criança me tratasse. A noite ideal é ele ir para a cama sem birras e sem choros e acredito que isto só é possível se não estiver pressionada por um qualquer afazer ou stressada por pensar naquela tarefa que ainda tenho para executar. A noite ideal é que o tempo não voe demasiado rápido e possa como em praticamente todos os dias brincar, ler a história, aconchegar-te os lençóis e acender as estrelas para que possas dormir tranquilo.

Mas e depois? Quando entras no teu sono de menino feliz, fica uma mãe que na maior parte das vezes não sabe o que fazer. Não que não precise do meu tempo mas porque sem ti fico meio baralhada e sem saber por onde devo começar. Por norma a cozinha fica arrumada enquanto ainda metes as últimas garfadas de jantar na boca. Portanto podemos excluir essa tarefa.

Mas afinal o que fazem as mães quando eles já dormem? 10 coisas que por aqui podem facilmente fazer parte dos nossos serões (ou talvez não...ups) 

1. Agarrar no telemóvel e percorrer as redes sociais com intuito de colocar a informação em dia

2. Arrumar alguns brinquedos que possam ter ficado no meio do caminho para evitar que tenhamos acidentes de percurso quando vamos pé ante pé para a cama

3. Passar a ferro (tarefa inglória para um final de noite, mas necessária em alguns dias da semana)

4. Ler um livro (ou não...confesso que há 5 anos que não consigo pegar num livro para ler, sim chamem-me inculta mas o cansaço vence a vontade de me continuar a instruir)

5. Ver a novela (vá sim...às vezes, muitas vezes gosto de entrar naquela mundo das ilusões em que tudo acaba sempre com fianis felizes e os maus a pagar as contas da malvadez)

6. Por a escrita em dia (sim ainda temos um projecto no forno que precisa de coragem renovada ;) )

7. Tratar das encomendas de bolos que tenho com o meu projecto - MIGALHAS COM AMOR -  https://www.facebook.com/Migalhas-com-Amor-599692213419168/

8. Assistir a um filme (prática que também deixou de ser comum por estes lados devido ao cansaço e à tendência quase imediata dos olhos a fechar como se de verdadeiras persianas se tratasses...ehehehe)

9. Por as máquinas da roupa ou loiça a lavar ou preparar o almoço do dia seguinte são coisas que também por cá se fazem...

10. DORMIR

Vendo bem a lista acho que lhe faria uma grande grande alteração, adivinham qual?? Talvez a virasse de pernas para cima porque DORMIR é sem dúvida aquilo que mais apetece e que acaba inevitavelmente por acontecer. Foram 3 anos de noites aterradoras e nestes quase 2 últimos tenho tentado colocar o sono em dia. Se bem que acho isso impossível porque vai na volta algumas das noites ficam outra vez atribuladas e como tal tenho de me compensar. A minha estabilidade emocional é meio caminho andado para conseguir fazer as restantes tarefas mencionadas e isso só a minha querida cama pode ajudar.

E por aí, desde que houve filhos como é? Conseguem ser mais "fortes" que eu?!

PS. sim eu sei...foto antiga...memórias infinitas :)

 

Natal? Mas como assim?

06.11.17 | Liliana Silva

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Perdoem-me os vendedores, os lojistas e até os amantes desta época natalícia, mas há mesmo necessidade disto a 06 de Novembro? Já começam os folhetos natalícios, os anúncios sem precedentes e até algumas das montras de um qualquer shopping apresentam já decoração de natal. Numa passagem rápida por um tópico de facebook apercebi-me que inclusive há já muito boa gente a fazer a árvore de natal e a comprar os primeiros presentes de natal. É tudo muito bonito, eu também já fui amante desta "natureza" branca, verde e vermelha e confesso até que lhe ganhei novo gosto com o entusiasmo de um miúdo de 5 anos que vibra cada ano mais com os presentes, com a chegada do pai natal e com a magia típica da época.

Agora a minha "bomba interior" rebentou ontem quando em pleno anúncio de rádio me apercebo que numa superficie comercial da zona de Almada o Pai Natal vai estar presente já este fim-de-semana. 11 de Novembro?! Mas como assim? Não vos parece cedo demais? Serei só eu a achar exagerada esta carga natalícia quando falta mais de um mês para a desejada época do ano em que tudo brilha?

Oiço o Eng.lá de casa dizer "negócios minha querida, é tudo uma questão de negócios..." e eu na minha revolta controlada nem sequer lhe respondo porque sei que tem razão naquilo que diz, ainda que eu entenda a justificação, não a percebo. E não percebo porque na minha opinião estamos a tirar a verdadeira magia de um mês que qualquer dia passa a ser logo comercializado no fim das férias de verão em pleno fim de Agosto...ohhh por amor da Santa...na minha cabeça há limites e na minha cabeça ainda não é tempo de Natal.

E incomoda-me que isto se esteja a tornar mais uma tradição consumista e sem valores. E incomoda-me que se ande já a questionar os miúdos sobre o que querem para o natal quando ainda nem o S. Martinho deu ares da sua graça. E incomoda-me os anúncios com as músicas do Jing Bell a esta altura do campeonato quando 

A culpa é talvez do tempo, sim porque temos sempre de atribuir culpas a alguma coisa a alguém, e o tempo esteve até estes dias solarengo e em temperaturas que não são propícias à época em que estamos. Ohhh vá lá, acham mesmo que já devemos entrar nesta lufa lufa de correrias exageradas? Acham mesmo que o Pai Natal terá o mesmo brilho quando ainda faltam cerca de 50 dias para uma época em que devemos celebrar a família, a união e o amor? Acham mesmo que o Pai Natal a esta altura do campeonato se vai lembrar do pedido dos miúdos quando estiver a acomodar a carga? (vá eu sei,brincadeirinha) mas a verdade é que aquele anúncio publicitário me incomodou. Qualquer dia, os dias especiais deixam de existir, e se sim eu concordo que o natal é quando um homem quiser então que apareçam pais natal a surfar nas ondas da praia ou se substitua o coelho da páscoa...(epahhh estou mesmo do contra...sorry).

Senhores e senhoras consumistas ou não, acreditem que até gosto muito desta época, já delirei, agora sou mãe e deliro com os olhos brilhantes da minha cria, mas continuo a ter todo um espírito natalício em mim ( a provar isso estarão daqui a dias - muitos dias ainda - a nossa decoração natalícia em casa) mas desculpem-me este desabafo...Natal ainda não, Pai Natal muito menos. Quanto muito vão fazendo as primeiras compras e conseguem poupar de certeza, porque daqui a uns dias...upa upa, o natal inflacciona tudo. O resto, deixem mesmo para o mês de Dezembro, o mês por excelência da magia acontecer nos nossos corações.  

   

Meses de vida

05.11.17 | Liliana Silva

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Quando somos mães não temos noção do que se altera com a chegada dos pimpolhos. Quando somos mães não projectamos nada a não ser o crescimento deles. Quando fui mãe não tive percepção de que cada dia, cada mês e cada ano que passava seriam registados com tamanho pormenor. Hoje na pele desta criatura importante passei a relativizar o importante e a dar importância ao essencial. E com o passar dos dias percebi o porquê de acharnos sempre que os nossos filhos serão sempre os nossos bebés quando dou por mim a contar os meses de já 5 anos em grande. Ontem registámos 62 meses, 5 anos e 2 meses de pura loucura. Agora percebo que os anos só fazem sentido quando cada dia é aproveitado da melhor maneira, sejam essas maneiras a felicidade de um dia ou as lágrimas de outro. Cada um é importante para o nosso crescimento contínuo. Sim nosso...porque ele cresce e eu cresço com ele. Aqui estão 15 destes 62 meses...aqui guardo cada dia com mais e mais carinho. Aqui sei que serás eternamente o meu bebe grande. E que eu tenha a capacidade de contar sempre os meses da tua vida até se tornarem inatingíveis...sinal de que estamos juntos e felizes.

Zapping forçado!

03.11.17 | Liliana Silva

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Começo a ficar um pouco farta de desligar a TV em horário de notícias. Começou a ser prática corrente deixar o aparelho a negro ou quando seria hora de informação passar a ter essa hora no canal Panda ou na Disney Channel. Começamos a entranhar a ideia de que não queremos assistir a desastres naturais e a seres anormais. Perdoem-me mas estou mesmo farta. 

Ontem, acabados de sentar o miúdo para jantar, dei por mim a mudar mais uma vez de canal porque a estupidez humana ultrapassa todos os dias o limite do aceitável e do senso normal das coisas.  Ontem até ele achou estranho, porque na realidade ele vê os episódios que quer até ao horário de jantar e sabe que a partir das 20h acabam-se os bonecos para que a mamã e o papá também possam andar informados do mundo que os rodeia. Ontem voltei a ser forçada a fugir aos acontecimentos diários porque de imediato ouvi "as imagens já foram tratadas mas continuam a ser imagens de violência desmedida e com possibilidade de ferir a susceptibilidade dos mais sensíveis, alertamos por isso para este facto". 

O que poderia eu fazer?! A minha primeira reacção foi pegar no comando e fazer um zapping atordoado por todos os demais canais de informação...raça da sorte é que todos eles naquele momento estavam a transmitir as mesmas imagens. Soou o alarme na minha cabeça e restou-me o canal que aquela hora e naquela TV estaria desimpedido de imagens que fustigam os nossos sentidos interiores. 

Hoje vi as imagens e desculpem-me mas às vezes tenho nojo de certos seres que se dizem humanos , mas que disto pouco ou mesmo nada têm. Hoje vi as imagens e senti-me agredida física e psicologicamente. Hoje vi as imagens e revoltei-me mais uma vez com aqueles que muito podem fazer e nada fazem. Hoje vi as imagens e desta feita já não me admira que as pessoas não parem para ajudar, não parem para perguntar, não parem para auxiliar. Hoje vi as imagens e compreendo que estamos a criar nas pessoas uma política de medo e de bocas fechadas tudo porque não sabemos o que estará do lado de lá. Custa-me aceitar que nós, seres humanos estejamos condenados por meia dúzia de bandalhos de merda que instalam o caos, o medo e a guerra mais facilmente do que auxiliam os pobres, os refugiados e os sem-abrigo.

Não...lamento mas não me apetece explicar a uma criança de 5 anos que somos seres dotados do melhor mas também do pior. Lamento mas não consigo colocar-lhe por palavras simples aquilo em que as pessoas se estão a tornar. Lamento, e não me digam nem me acusem que estou a esconder o sol com a peneira ou que estou a criar um ser indefeso para o futuro. Estou no direito de colocar as minhas asas protectoras ao seu redor e evitar que perceba já e apenas com 5 anos que o mundo ao qual eu o trouxe é tudo menos perfeito. Terá tempo e aventuras próprias para perceber que aqui ninguém é bom ou mau por acaso. 

E quando os planos não estão traçados?

02.11.17 | Liliana Silva

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Não me perguntaram se te queria!
Não me perguntaram se sabia cuidar de ti!
Não me perguntaram se sabia que isto de ser Mãe é dificil de gerir! 
Não quiseram saber se sabia mudar fraldas, dar banho a uma "criatura" de pouco menos de 3kg, dar a mama ou por a arrotar!
Não me perguntaram se estava preparada para passar as noites em branco...num deita levanta...numa choradeira irritante e desmedida.
Não me explicaram que o choro pode significar muitas coisas e muito menos que a posição correcta para dormir é na verdade aquela que mais jeito te dava.
Não me disseram que Ter-te era trazer o coração fora do corpo e o pensamento em constante alvoroço com anseio de saber se estás bem.
Não me disseram que deixar-te com pessoas estranhas ia tornar-se benéfico para o teu crescimento e para a tua evolução. 
Não me disseram que ias rabujar porque não gostas de couves,porque não queres ir para a cama ou porque "detestas" fazer os teus trabalhinhos de pintura.
Não me disseram...não me perguntaram e não me explicaram. 
E eu continuo nesta incerteza de estar a fazer um bom trabalho enquanto mãe...enquanto educadora e enquanto amiga.
Não sei o que dirás daqui a uns anos sobre mim...sobre a tua infância ou sobre nós. 
Ainda que eu tenha todas as perguntas do mundo...terei sempre uma certeza...faço das tripas coração para que possas sorrir sempre muito e sofras o menos possivel...e isto meu filho...meu carinho...meu amigo é AMOR. E eu AMO TE TANTOOOOO

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