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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

28
Jul18

Estou a crescer contigo...

Liliana Silva

 

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Mais uma vez...

Quando digo que cresço contigo pode até parecer cliché, maluquices ou exagero da minha parte, mas a verdade é que é assim que me sinto...a vencer etapas ao teu lado.

Nesta profissão de mãe não há, como todas nós sabemos, um manual de instruções que nos ajude a desenvolver as nossas aptidões. Deitam-nos aos lobos e desenrascamo-nos o melhor que sabemos e podemos. Não fui nem sou excepção. Já fiz muito asneira contigo (nada de grave, não fiques apavorado), mas deitando o olho para trás percebo que o que ficou depois do meu ombro, lá atrás, poderia ter sido feito de outras maneiras não tão duras para mim como para ti. 

Esquecendo no entanto o que "lá vai lá vai" sinto-me mais madura, mais compreensiva, mais coerente. E ontem deitei-me com o sentido de missão cumprida para mais um dia.

Depois de um dia que foi daqueles "para esquecer", daqueles em que me apetecia deitar a cabeça na cama e tapá-la com a almofada sem ouvir nada nem ninguém, daqueles dias em que não há paciência nem para os meus pensamentos quanto mais para tomar conta de uma criança como tu...começas a choramingar e chamas por mim...

Na primeira tentativa acalmei-te ao longe dizendo que estava no quarto ao lado, mas percebi que aquilo não estava a resultar e levantei-me...chego à porta do quarto e percebo a tua aflição, o teu medo e mesmo o pânico...olhas e desatas num choro desenfreado e percebo que precisavas da minha presença...

Estava com a cabeça a mil, pronta para chorar também, a precisar de colo e a não ter de dar explicações sobre nada...mas tu também estavas ali, frente a frente comigo com uma vontade imensa de um abraço e de um limpar de lágrimas. Era meu dever entrar em acção e vestir a capa de mãe. Respirei fundo, levantei-te para o meu colo e percebi que tremias. Falavas em monstros, em bichos papões, em mortes...respirei fundo novamente e fiz-me à estrada das tuas preocupações. Percebi logo, que ali a minha missão era guardar os meus problemas na gaveta da minha alma e tentar resolver os teus. 

Expliquei-te aquilo que consegui da forma mais simples e sem dramatizar...e sabia que de nada me valia voltar a deitar-te ali se ainda tinhas o coração a mil. Peguei em ti e levei-te para a minha cama...era lá que ontem pertencias, era daquilo que ontem precisavas e eu soube-o num click, sem desesperos nem gritos...superei-me e sinto-me orgulhosa por isso! Fui capaz de te dar a paz que necessitavas e depois disso mais nenhum problema meu fez qualquer sentido. Agarraste a minha mão e adormeceste em cinco minutos, calmo e tranquilo. 

Superei-me!

Não sei qual o significado de tudo isto, divago muito sobre a minha missão ao ser tua mãe. Não sei se "alguém" me pôs à prova ontem. Não sei...tenho as minhas teorias mas nunca as certezas que gostaria. Sinto que algures, alguém percebeu o meu estado de espírito de ontem e me fez parar para reflectir...Assim o fiz...e assim adormeci mais tranquila. 

26
Jul18

Os Parceiros do Crime!!

Liliana Silva

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Carta aberta

Aos avós do meu filho:

Não tenho vontade de rir quando imagino todas as "asneiras" que fazem contigo 

Não gosto quando me desautorizam

Não gosto quando te oferecem sumos em vez de água

Não gosto quando te dão bolachas de chocolate ao invés de um snack mais saudável e cuidado

Não gosto quando te deixam deitar-se tarde

Não gosto quando vens de nariz empinado porque passaste o dia a fazer o que querias e bem te apetecia sem ser repreendido

Não gosto quando estou a repreender e por trás já estão eles de braços abertos

Não gosto 

Não acho lá muita piada e perdoem-me se os queridos leitores ficam chocados com isso. Eu não gosto! E sei que lá no fundo, muitos de nós pais têm a mesma opinião que eu, mas a fraqueza de o exteriorizar assim tão francamente.

Eu não gosto! Sinto-me ultrapassada em muitas destas situações e isso deixa-me de cabelos em pé!

Mas vejamos bem...isto de ser avô tem o seu "quê" de magia...

Quando me desautorizam estão a ensinar-te que deves experimentar emoções novas

Quando te oferecem sumo estão a permitir que adoces a vida 

Quando te dão bolachas de chocolate estão a mostrar-te que isto da caminhada por este mundo pode ter um sabor extremamente bom

Quando te deixam deitar tarde é sinal de que estás ocupado com sorrisos e gargalhadas

Quando te deixam fazer tudo o que queres estão a dar-te o poder das escolhas e das consequências 

Quando te abrem os braços depois de uma reprimenda estão a dizer-te que estarão sempre lá para ti

Quando me sinto "ultrapassada" pelos teus avós sei perfeitamente que sem eles a tua vida não teria o mesmo sabor. Sei perfeitamente que sem eles as aventuras teriam limites. Sei perfeitamente que sem eles as tradições passariam ao lado da tua vida.

Eu não gosto. Continuo a ser sincera com isso mesmo. Mas gosto muito que sejas sempre mais feliz por teres a felicidade de os ter por perto. E por isso lhes estou grata. Por fazerem de ti um miúdo mais feliz e consciente. #diadosavós

Feliz dia dos Avós

23
Jul18

O primo veio até à nossa Beira

Liliana Silva

Não estivemos de férias...andámos apenas desaparecidos...

Estivemos em combate...  Corremos, gritamos, saltamos de cama em cama, fizemos guerra de almofadas, cantamos e tocamos, fomos à piscina, à serra e à festa. Tudo isto num fim-de-semana carregado de emoções.

São primos direitos, de sangue, de coração e agora ainda mais amigos. O primo veio de Lisboa e aconteceu magia por estes lados. O de 3 e o de 5 souberam aproveitar cada momento como se fosse o último, não se inibiram de se agarrar, não se intimidaram na hora de se "pegar", não fingiram as gargalhadas e muito menos os abraços.

São primos à distância, a muita distância, daquela distância que só por três ou quatro vezes se cruzam no ano, mas estes dias ficou a certeza que apesar dos pequenos passos deles não se cruzarem tanto quanto desejávamos, os corações estão ligados por carinho puro, aquele onde não encontramos fingimentos e falsidades.

Se foi dificil?! Não vou negar que aturar estes dois é quase como correr o Le Mains, sei eu, o pai, a madrinha e o padrinho...houve excessos, as rotinas ficaram na gaveta, gerir as discussões nem sempre foram sensatas...mas e então...?!

Os registos que ficam na memória e guardados no coração são estes...

17
Jul18

Bodas de Aço

Liliana Silva

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São 11!!!

11 anos de casados sem casamento

11 anos de namoro enamorados

Quase que me atrevia a duplicar este número por dois tal já é a nossa história em comum. Dava pano para mangas e muitas linhas corridas, mas hoje não vale a pena elaborar uma dissertação sobre estes 11 anos em comum.

Para começar, ele vai lembrar-se do "dia" por este post...e já aqui a porca torce o rabo!!! Única e simplesmente porque eu acho que ele deveria ter esta data na ponta da língua...e como assim não é (típico, acho que desde que nasceu a cria, deve-lhe ter dado uma qualquer amnésia que ainda os médicos não sabem bem como designá-la), mas bem ia eu dizer que como ele não se vai lembrar, já este dia tenderia a começar mal...mas este ano estou mais velha, estou mais madura, mais crescida (NÃOOOOOOO) e como tal vou deixar isso para depois. E lê bem isto querido marido colorido...não te escapas de mais um sermão 

Podia eu dizer que corria tudo às mil maravilhas, que era tudo um mar de rosas, que as dificuldades eram facilmente ultrapassadas...mas para além de me estar a enganar a mim, estariam já vocês a dizer que sou uma mentirosa compulsiva...sim, porque nisto duma vida a dois todos sabemos que existe muita coisa menos perfeição...

E é nesta imperfeição que construímos o que temos hoje. A casa do nosso coração é mais ou menos assim e se a entenderem vão perceber que "isto" é verdadeiro e único. Sabem o que se diz de uma casa que é feita à pressa, sem projectos e sem medidas? Que não vai aguentar muito tempo! As primeiras chuvas e ventos vão deitá-la abaixo, as tempestades não seguram aquilo que não está planeado...foi mais ou menos assim que começamos! Tenho em crer que muito se falou sobre nós, sobre a nossa condição, sobre as nossas estratégias, sobre como decidimos seguir em frente. 

O tempo permitiu-nos fazer melhorias e arranjos, não nos abafou a casa e deu-nos oportunidade de escolher como queríamos viver "isto". Fizemos um upgrade e a "casinha de palha passou para madeira" com muito suor, muitas lágrimas, muitas noites sem dormir. A nossa casa de madeira estava a ganhar vida mas não chegava para o que idealizávamos e como tal foi necessário acrescentar-lhe mais ingredientes, que é como quem diz mais material... a força do querer, a confiança, a amizade, o entendimento fizeram da nossa "casa" um lar de tijolos.

 

Somos três e dizem que é a conta que Deus fez...ainda que o futuro só a ele pertença, acredito que somos feitos mesmo de aço, aquele que verga mas não quebra e só por isso vale a pena continuar a viver esta vida não de conto de fadas ou histórias de encantar mas a nossa vida real. Ainda que ninguém nos assegure nada e que não tenhamos nada como garantido, sabemos que estes anos, dias, horas e minutos ninguém nos os tira. Nestes onze anos crescemos também um pouco em conjunto, moldamos defeitos e aperfeiçoamos os feitios. Ainda que venham as nuvens ou que a tempestade caia mesmo no centro desta relação, jamais deixarei de te dizer que é bonito e "perfeito" aquilo que temos. Porque tudo é eternamente melhor quando também conseguimos recordar o bom e não apenas o mau. 

Posso queixar-me muito...mas sabes...guardo-te num cantinho especial do meu coração...e sei que sabes que aqui só entram os melhores dos melhores 

 

 

 

06
Jul18

Isto das viroses complica-me o sistema...

Liliana Silva

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Deixem-me que vos diga que hoje em dia existem virus e viroses para todos os gostos e feitios, e no que toca a crianças então é aprender uma designação nova a cada mês que passa. 

Sinceramente não sei como era antigamente, mas os miúdos hoje em dia apanham tudo " e mais um par de botas" o que significa ficar em casa quando menos esperamos, por tempo indeterminado e a aguardar que simplesmente tudo se vá assim como veio...do nada! Há ainda o grande tema de poder ficar com os pirralhitos quando nos ligam das creches, jardins de infância, escolas o que nem sempre é fácil e continua a gerar polémica, quando os grandes senhores acham que portugal precisa de mais bebes deveria sentar-se numa mesa com determinado número de pais e mães para perceber o que é realmente isto da parentalidade. Mas isso são águas para navegar numa outra oportunidade.

Ora pois bem, o mês passado foi um dia, este mês já vai com quase dois e assim começo eu a "panicar" sobre o estado do miúdo da casa. Ontem dei por mim a ficar ofegante, a sentir uma sensação estranho no peito, com vontade quase de chorar. E agora acham vocês "esta deve maluca, o miúdo tem apenas uma virose..." e eu sei perfeitamente que será só isso, sei perfeitamente até o que há a fazer nestes casos mas confesso que dei por mim a não saber lidar com o meu estado emocional da coisa...

Creio que ontem acabei por desabafar isto mesmo com uma seguidora do https://www.facebook.com/opequenoprincipeT/  e continuei a pensar naquilo sem que conseguisse abstrair-me... 

Olhando hoje já com alguma distância sobre aquela sensação, tenho plena certeza que tudo aquilo se deve aos pensamentos exagerados que às vezes costumo fazer, muito à conta de tudo o que já passei em termos de doenças, hospitais e médicos. Acho que fiquei com qualquer tipo de síndrome que à partida não consigo identificar que é única e simplesmente o medo de ver sofrer aqueles que mais amo...e deixem-me que vos diga que uma mãe sofre sempre e muito. Mesmo com uma simples gripe onde ele não consegue respirar bem à noite, uma tosse persistente que não o deixa adormecer, até a situações mais complicadas como febres altas e delírios de madrugada...uma mãe sofre muito. Não me façam então pensar nos outros casos gravíssimos que muitos pais e mães se vêm confrontados ao ter de ver os seus filhos numa cama de hospital entre a vida e a morte sem que muito possam fazer, não me façam pensar e não pensem nisso porque são sentimentos que nos atravessam a alma e nos trespassam o coração. Sou solidária com todos mas prefiro que esses pensamentos não me assolem o dia, caso contrário irei viver a nossa vida enfiada num balão de medo que não quero dar ao meu filho. 

No meu caso em particular vou ter de arranjar estratégias para aprender a relativizar tudo isto, porque já me apercebi que estas sensações têm vindo a perder algum auto-controle...sim, eu sei, tenho qualquer coisa "mal resolvida" no meu psicológico, no que diz respeito à dor e às doenças...não comigo, mas com aqueles que mais amo. O medo que eles sofram é tanto que perco o meu norte...mas eu vou arranjar soluções. 

04
Jul18

Raio das "Independências"

Liliana Silva

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Há duas semanas o adeus à pré-escola...

A semana passada o meu adeus à natação ao teu lado...

Foram quase 3 anos a acompanhar-te dentro de água

Foram 3 anos em que assisti aos teus medos, quando ainda não colocavas a cabeça dentro de água,  quando molhar o cabelo era uma verdadeira aventura,  quando te agarravas à minha pele com tanta mas tanta força que as tuas unhas ficavam vincadas no meu corpo única e exclusivamente com receio que te deixasse...

Foram 3 anos que te vi desabrochar e ganhar autonomia e coragem.

Foram 3 anos em que me desfiz mais uma vez de tempo para te acompanhar nesta aventura que agora termina para mim. Foram 3 anos em que almoçava a correr, saía do trabalho a saltar e acelerava para te ir buscar, para que pudessemos os dois desfrutar daqueles 45 minutos.  

O teu corpo ganhou força nestes 3 anos, a tua respiração começou a ficar mais tranquila e deslizas agora debaixo de água como um verdadeiro peixe.

Sei que ainda há muito a fazer, muito para aprender, mas agora estás mais solto e mais livre...vais nadar sozinho 

Foram 3 anos de aprendizagem, misturados com muita brincadeira e sempre com o sentido prático e carinhoso de um professor que até me substituiu quando devido a uma virose não te pude acompanhar e ele lá ficou contigo. A ele o meu muito obrigada por todos os conselhos, por todos os risos, por todas as brincadeiras que nos proporcionou.

A ti que agora segues os passos "sozinho" quero-te dizer que acredito em ti e nas tuas capacidades. Quero-te dizer que me sinto triste e que o primeiro dia da tua nova aventura por águas já conhecidas não vai ser fácil para mim. Mas tal como falo nas tuas asas, também agora percebo que tens "barbatanas" a crescer e que tudo isto significa que tenho de te deixar um pouquinho mais solto. Estarei do lado de lá do vidro, com atenção redobrada e a torcer para que te divirtas sempre muito. 

Vou querer ver a tua estrela, as tuas bolhas, o teu bater de pés ainda mais forte...vou estar lá na primeira fila, como sempre a acompanhar os teus passos cada vez maiores e as tuas braçadas cada dia mais longinquas.

Love you #pequenoprincipeT

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