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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Isto das viroses complica-me o sistema...

06.07.18 | Liliana Silva

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Deixem-me que vos diga que hoje em dia existem virus e viroses para todos os gostos e feitios, e no que toca a crianças então é aprender uma designação nova a cada mês que passa. 

Sinceramente não sei como era antigamente, mas os miúdos hoje em dia apanham tudo " e mais um par de botas" o que significa ficar em casa quando menos esperamos, por tempo indeterminado e a aguardar que simplesmente tudo se vá assim como veio...do nada! Há ainda o grande tema de poder ficar com os pirralhitos quando nos ligam das creches, jardins de infância, escolas o que nem sempre é fácil e continua a gerar polémica, quando os grandes senhores acham que portugal precisa de mais bebes deveria sentar-se numa mesa com determinado número de pais e mães para perceber o que é realmente isto da parentalidade. Mas isso são águas para navegar numa outra oportunidade.

Ora pois bem, o mês passado foi um dia, este mês já vai com quase dois e assim começo eu a "panicar" sobre o estado do miúdo da casa. Ontem dei por mim a ficar ofegante, a sentir uma sensação estranho no peito, com vontade quase de chorar. E agora acham vocês "esta deve maluca, o miúdo tem apenas uma virose..." e eu sei perfeitamente que será só isso, sei perfeitamente até o que há a fazer nestes casos mas confesso que dei por mim a não saber lidar com o meu estado emocional da coisa...

Creio que ontem acabei por desabafar isto mesmo com uma seguidora do https://www.facebook.com/opequenoprincipeT/  e continuei a pensar naquilo sem que conseguisse abstrair-me... 

Olhando hoje já com alguma distância sobre aquela sensação, tenho plena certeza que tudo aquilo se deve aos pensamentos exagerados que às vezes costumo fazer, muito à conta de tudo o que já passei em termos de doenças, hospitais e médicos. Acho que fiquei com qualquer tipo de síndrome que à partida não consigo identificar que é única e simplesmente o medo de ver sofrer aqueles que mais amo...e deixem-me que vos diga que uma mãe sofre sempre e muito. Mesmo com uma simples gripe onde ele não consegue respirar bem à noite, uma tosse persistente que não o deixa adormecer, até a situações mais complicadas como febres altas e delírios de madrugada...uma mãe sofre muito. Não me façam então pensar nos outros casos gravíssimos que muitos pais e mães se vêm confrontados ao ter de ver os seus filhos numa cama de hospital entre a vida e a morte sem que muito possam fazer, não me façam pensar e não pensem nisso porque são sentimentos que nos atravessam a alma e nos trespassam o coração. Sou solidária com todos mas prefiro que esses pensamentos não me assolem o dia, caso contrário irei viver a nossa vida enfiada num balão de medo que não quero dar ao meu filho. 

No meu caso em particular vou ter de arranjar estratégias para aprender a relativizar tudo isto, porque já me apercebi que estas sensações têm vindo a perder algum auto-controle...sim, eu sei, tenho qualquer coisa "mal resolvida" no meu psicológico, no que diz respeito à dor e às doenças...não comigo, mas com aqueles que mais amo. O medo que eles sofram é tanto que perco o meu norte...mas eu vou arranjar soluções.