Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Por falar no Dia dos Irmãos...A "pressão" do segundo filho

31.05.19 | Liliana Silva

 

 

 

IMG_1129.JPG

 

Um tema ao qual nunca senti necessidade de falar.

Um tema ao qual nunca me senti pressionada por quem vê o pirralhito a crescer e vê em mim a salvação para os problemas de natalidade do mundo.

Um tema ao qual o mais comum do mortal acaba por cair em "graça" e deseja ver mulheres parideiras.

Um tema ao qual nunca me deixei afectar, mesmo quando tocam naqueles "calcanhares" mais sofridos, como é o caso de deixar o miúdo sem um irmão/ã.

Sou filha única e nunca senti necessidade extrema de uma irmão/ã. Sou filha única e desde que me conheço como gente que nunca perguntei por ele/a, nunca pedi um ele/a, nunca exigi satisfações ou respostas constrangedoras sobre um ele/a. Com o tempo, e já bem tarde percebi que a vida se tinha encarregue de dar um rumo a esta "falta" e continuar a deixar-me ususfruir do espaço apenas comigo mesma e com os meus pais (infelicidade do destino que nos "roubou" um ser ainda em desenvolvimento). E talvez porque sempre tive muitos primos, sempre fui muito mimada e sendo das mais novas sempre fui o centro das atenções, daí não sentir falta.

Até à bem pouco tempo atrás pensava assim e via no pequeno príncipe T o espelho da minha vivência enquanto criança. Também ele nunca falava nisso, nunca pediu nada, e só se lembrava do assunto quando as tais almas iluminadas que acham que sou solução para um mundo envelhecido, lhe perguntavam sobre o assunto. O miúdo chegou até algumas vezes a responder que não queria. E eu nem sequer opinava sobre este facto.

A verdade é que o tempo foi passando e os pais dos amiguinhos do T começaram a alargar a família e deixem-me que vos diga que isto já me trouxe conversas bastante embaraçosas com o meu filho. Sim sim, porque é tudo muito bonito no bebé e tal, mas ter de explicar a etapa antes do nascimento a uma criança de 5 anos exige um rigor sem pudor e sem receios. Exige clareza e simplicidade. Exige até às vezes, o desviar da conversa porque os "porquês" jã são muitos e difíceis de abordar. 

Ora pois bem, se até à pouco tempo atrás as coisas passavam despercebidas, nos últimos tempos e com barrigas grandes, com visitas a recém nascidos e com novos anuncios de mais "manos", dei por ele a pedir  por um mano ou uma mana. E pronto...o alarme tocou aqui dentro. Não posso dizer que me sinto pressionada, aprendi que tudo acontece quando tem de acontecer e se tiver de acontecer. Não posso dizer que alterei "rotinas" para fazer acontecer. Não posso dizer que me sinta tentada a tentar. Mas confesso que dou por mim a pensar mais vezes nisso. E confesso mais ainda que já dou por mim a fazer contas de cabeça caso a coisa se dê. O grande problema agora é a esta coisa chata de me sentir já numa certa posição confortável no que toca a fraldas, leite, noites mal dormidas, desfraldes, etc, etc, etc...

O pequeno príncipe da casa requer muita atenção é certo, vai entrar numa fase muito importante como é a entrada na escola, mas começa a estar orientado no que toca a muitas coisas básicas que os bébes requerem...

Epahhh e eu sinceramente não sei se estou preparada, se me sinto a vontade, se serei novamente uma boa mãe para outro ser. Fiquei esgotada, "panicada", e não me chamem egoísta, tola ou medricas...é uma "nova" grande responsabilidade e juro que faço uma vénia a quem tem mais do que um filho, é preciso acima de tudo coragem. A ajudar a tudo isto que vos falo, tenho o marido colorido da casa que tem exactamente o mesmo pensamento que eu e que por tal estamos os dois sentados e em unissono naquela escada que vos falei mais acima do patamar confortável. Acho que temos os dois receios acrescidos de tudo e assim sendo não há quem nos empurre para a frente a não ser as vozes "maléficas" que insistem na desgraça da natalidade deste país.

No outro lado da balança está uma certa vontade de deixar o miúdo com um ombro amigo (assim espero que seja caso se venha a confirmar algo mais tarde), uma pessoa que não tenha grande diferença de idades para não haver uma "separação" de brincadeiras, está uma vontade de viver uma gravidez como acho que deve ser, com sonhos, com ansiedades, com enxoval, com preparação das coisas minis...enfim...coisas que não vivi em pleno na primeira gravidez...

Não me sinto pressionada, a balança está bastante equilibrada e este assunto não tem peso no nosso dia a dia...mas quando se toca nele, desperta algo mal resolvido dentro de mim, e tenho de lhe dar um rumo num futuro distante q.b...

 

A mamã lançou um Livro...

29.05.19 | Liliana Silva

 

 

IMG_1535.JPG

 

Tenho andado ausente deste cantinho, mea culpa 

A verdade é que o desenrolar dos últimos dias têm corrido à velocidade da luz e no pouco tempo que me tem sobrado só me apetece enroscar no sofá e passar os 45minutos que consigo manter-me acordada a ficar ali sem fazer absolutamente nada 

Maio é sem sombra de dúvida mês de excelência para mim. Maio tem o dia da mãe, o dia de anos da minha mãe e agora passou também a ser o mês em que lancei o meu primeiro livro de homenagem à minha Maria (a minha mãe).

11 de Maio ficou registado no calendário da minha vida desde 1953, dia em que a minha mãe fazia anos. Depois em 2013 ficou marcado pelo batizado do pequeno artista da casa e agora em 2019 registado no lançamento do meu testemunho físico, daquilo que foi a minha e nossa caminhada na luta contra o cancro. A minha mãe não venceu a batalha e descansou. Eu acho que ela foi uma mulher do caraças e quis que o "Eu, Rainha, Tu, Princesa" ficasse registado para a posterioridade.

O porquê de sete anos depois? Porque acho que devemos mostrar aos outros que aproveitamos pouco o muito que temos. Porque quero mostrar ao pequeno príncipe T que pode sonhar sempre muito e por mãos à obra e atingir os objectivos e metas a que se propõe.

Agora vamos lá dar vida nova a este cantinho e continuar a mostrar-vos as maluquices, asneiras e bem feitorias do nosso pequeno Príncipe T, o artista do nosso T3. 

Obrigada pela preocupação na nossa ausência e pelas mensagens recebidas...não estamos desaparecidos, fizemos apenas uma pausa ❤

A minha família imperfeita

15.05.19 | Liliana Silva

 

IMG_1059.JPG

Celebra-se hoje o Dia da Familia 

Pegando neste nosso retrato percebo que somos tão perfeitos quanto de imperfeições temos. Ora vejamos...ainda não consigo controlar os meus gritos com o miúdo quando me salta a tampa...

Fico sempre com a sobrancelha inclinada quando o querido marido colorido deixa os chinelos no meio da sala ou o rolo do papel higiênico por repor...

Eles não podem com a minha mania de querer tudo minimamente apresentável.  

O mais crescido acha sempre que o troco por um bom cesto da roupa por passar e o mini da casa detesta que o mande baixar o volume da música. 

Eu volto a enfurecer quando a tampa da sanita não volta ao sítio certo ou quando tenho de levar as chávenas do café que ficam na sala (eu não bebo cafeeeeee).

Posto isto, e em apenas alguns exemplos desta nossa vida a três percebemos que a vida em família é tudo menos um conto de fadas,porque viver em família é conjugar feitios, defeitos, sentimentos e emoções, e tudo isto dá uma grande mixórdia, as vezes sem grande sentido.

No meio de tudo isto, e no mais íntimo de nós, percebemos (depois dos cabelos em pé) que não vivemos uns sem os outros! Percebemos que o silêncio já não faz assim tanto sentido na maioria dos dias, que a agitação e o corre corre da vida dão lugar a abraços apertados e demorados, que a barafunda de temas nos permite sentar à mesa e conversar, ainda que interrompidos quer por uns ou outros.

Ser família é isto! Ser família é saber que cada cabeça sua sentença mas que no final o barco rema sempre para o mesmo porto.

Ser família é dividir as presenças mas continuarmos unidos pelos corações. 

No fim de tudo, e por muito que houvesse a apontar, porque há sempre e porque ninguém é perfeito, não trocava esta minha família feliz.