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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

A camisola da discórdia

12.01.18 | Liliana Silva

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Entrei nesta "não notícia" por acaso. Entrei nesta "informação sem formação" sem qualquer tipo de opinião formada. Creio até que abri o link única e exclusivamente porque adorei aquele menino e achei piada à camisola. Assim simples e directa. E acho, sem qualquer sombra de dúvida que foi isto que faltou a muitos outros leitores, seguidores e compradores. É impossivel que uma marca conceituada como a H&M tenha tomado esta posição com o propósito de manchar as crianças negras ou os macacos da selva. 

Pensei realmente se valeria a pena escrever sobre isto, mas a verdade é que os dias têm adensado as mil e uma opiniões sobre o assunto e claro está, vi-me na obrigação de dar o meu parecer quanto a isto, que sublinho para mim ser um "não tema" e um "não assunto".

"Coolest monkey in the jungle" incendiou as redes sociais e a marca optou mesmo por tirar o anúncio do site, pedindo desculpas pelo sucedido...

Ora vejamos bem meus amigos...pedir desculpa?! Quem deveria pedir desculpa é um sem número de pessoas mal formadas, que são bem capazes de bater no peito inchado que têm e apregoar aos 4 cantos do mundo que são contra as diferenças raciais, e que no entanto vêm para a praça pública destilar o veneno de uma língua afiada sobre o certo e errado da vida comum. Discriminação racial por uma sweat que contém um termo tão típico que muitos de nós apelidamos às nossas crianças é de gente que não pode ver muito para além do horizonte e das coisas que realmente fazem sentido. Sinceramente incomoda-me que haja pessoas assim, incomoda-me que o meu filho cresça no centro de gente que faz de tudo para que este mundo não se erga, não se desenvolva e não evolua. Incomoda-me saber que por estas farpas lançadas sem nexo continuemos a ir ao encontro de muros que não se conseguem quebrar, a barreiras que não se conseguem deitar abaixo. Incomoda-me e deixa-me fula, e mais negra ainda quando a comunicação social adensa estes assuntos da forma mais oportuna para criar escândalo e 

Abram por favor as vossas mentalidades pequeninas e percebam que se queremos igualdade temos de uma vez por todas saber quais os moldes para que isso aconteça. Se não queremos discriminação racial teremos de uma vez por todas perceber que o mais importante é a máquina que bate dentro de nós, e isso meus amigos é igual para todos. 

Eu acredito que quando as pessoas perceberem que não há tema a discutir no que toca a desigualdades vamos todos ser um pouco mais felizes.

Por aqui temos a sorte do pequeno príncipe T ter ao seu redor, desde muito pequenino, meninos iguais a ele mesmo, que apesar das "desigualdades externas", como cor, diferenças na motricidade ou no desenvolvimento cognitivo (crianças portadoras de deficiências gerais) trazem no peito aquilo que ele próprio tem: vontade de ser feliz. Porque crianças preconceituosas serão com certeza adultos preconceituosos e isso por aqui não reina, porque nem sequer chega a ser assunto.  

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