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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

16
Mai18

DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA

Liliana Silva

 

IMG_20180515_085233829.jpg

Fizemos o nosso mural para o Dia Internacional da Família na segunda feira...e iniciamos uma conversa sobre o que é este grande mundo.
Mamã: Sabes que dia é amanhã? O dia da Família!
T: ahhhh a sério? Então olha amanhã faz favor de me tratar bem
Mamã: :O tratar bem? Então mas eu não te trato bem?
T: Às vezes não, és chata e falas um bocadinho alto

Incrédula, pensei que ele estava na brincadeira, mas depois percebi que não porque ele não tocou mais no assunto e aquilo ficou a incomodar-me o coração. Tive necessidade de perceber afinal o que não estava a correr assim tão bem para ele me dizer aquilo. Sentei-o e tive uma conversa franca e sincera com ele

Não me revi naquela reacção, não achei que fosse justa da parte dele quando faço tudo o que posso e não posso para que ele seja feliz, mas a verdade é que aquela resposta me incomodou.

Sentei-o na minha frente e pedi-lhe atenção para as palavras que iamos conversar. Disse-lhe que era muito importante para mim que fosse sincero. Perguntou-me o que era isso de ser sincero e eu expliquei-lhe que gostava que ele me dissesse a verdade.

O meu primeiro medo é que o meu filho tenha medo de mim por alguma explosão de "fúria" que às vezes possa ter e foi essa a minha primeira pergunta. Quero que me digas se tens medo de mim? Abriu bem os olhos e disse-me "claro que não". Depois conduzi a conversa no sentido que achei conseguir suportar as respostas.

Mamã: Preciso que me digas o que não gostas que a mamã faça...

T: às vezes falas alto e eu assusto-me, não gosto que grites!

Mamã: Então e o que posso fazer para melhorar essa situação?

T: não sei, só sei que não gosto quando aumentas o tom da voz...

Mamã: Ok, já entendi, então e que estratégia podemos utilizar para quando isso acontecer? Achas que há algum sinal que possas fazer para eu perceber que estou a errar contigo?

T: silêncio

Mamã: Já sei! Sempre que achares que estou a falar mais alto pões as mãos nos ouvidos e esperas que eu pare pode ser?!

T: Boa boa...és a minha melhor mãe, obrigado por ouvires a minha conversa.

Já sei, já sei, coloquei-me a jeito acham vocês e eu também acho o mesmo. Vai pegar nisto e vai-me mandar calar todos os dias e vai achar que é o rei cá do sítio...mas achei por bem tentar. Tenho de arranjar uma alternativa, se gosto que o façam comigo também darei essa oportunidade ao meu filho de mudar o que ele não gosta na mãe.

Vou tentar e espero sinceramente conseguir, porque não gosto de o ouvir dizer que grito demasiado quando estou chateada. Não resolvo os assuntos com ele se me limitar a levantar o tom de voz para que ele tenha medo e pare.

Vou tentar e seja o que for...tentar não custa e pode fazer toda a diferença nesta história da educação, do amor e da amizade.

Desejem-me sorte...

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