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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

20
Nov17

Dia Internacional do Direito das Crianças

Liliana Silva

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Este dia, agora “vulgarizado” como o mero dia do pijama tem por trás uma temática que deve ser aprofundada, pensada e praticada. Hoje é dia Internacional do Direito das crianças. Hoje não é dia de nenhuma festa, embora para muitos assim o tenha sido porque tiveram direito a pijama novo, talvez até ao miminho (boneco) que os acompanha na hora de ir dormir, tiveram direito a festejar com os amigos, tiveram direito a um dia diferente na globalidade de já muitos dias que se comemora sempre alguma coisa. Acho muito bem que se incuta este dia às crianças, sou da opinião que devemos sempre acrescentar algo aos dias especiais, que devemos sempre chamar atenção para as problemáticas que nos envolvem. Mas creio que se está a vulgarizar um conceito que deveria ser tudo menos de consumismo e desperdício. Será que estamos a ensinar a essência deste dia às nossas crianças?

Como o próprio conceito diz, o Dia Nacional do Pijama é um dia educativo e solidário feito por crianças que ajudam outras crianças. E agora pergunto eu, deixaram as vossas crianças levar os pijamas já mais antigos para a escola? Deixaram-nas tirar do porquinho mealheiro a moeda que deveria levar na casinha dos botões? Explicaram-lhe que enquanto criança ela tem direitos?

Ora pois bem…é disto que falamos quando falamos no dia nacional do pijama, de direitos das crianças, e por aqui achamos que há direitos que deveriam ser obrigatoriamente cumpridos com possibilidade de pena bem severa para todos os quantos ainda hoje fecham os olhos às evidencias de um mundo que as maltrata. Somos um mundo severo onde nos queixamos com falta de crianças, mas que não sabemos cumprir os nossos deveres enquanto políticos, professores, cuidadores, pais e mães.

Porque toda a criança deve ter direito às necessidades mais básicas como um tecto, comida, roupa lavada e quente, escola, mas também direito a mimo, a colo, a compreensão, a ensinamentos. Não deveria ser necessário fazer uma lista dos direitos que lhes assiste. Não deveríamos nós andar a chamar atenção para esta problemática crescente e desigual se o outro meio mundo que age contra elas parassem de pensar de forma tão leviana.

Hoje é dia Nacional do Pijama, o pequeno príncipe T não foi de pijama porque na escolinha dele este não é um dia que se assinale, em tempos e no infantário já colocámos em prática este dia e apesar da sua tenra idade naquela altura, fomos explicando por palavras simples o significado deste dia. Hoje e em casa a história terá lugar a uma versão da vida real, dos acontecimentos do dia a dia e da tamanha necessidade que há para consciencializar todos que as crianças têm direito a ser AMADAS na sua plenitude e em tudo o que isso possa envolver.

Elas precisam de ser abraçadas, de se sentirem seguras, de poderem descobrir novas diversões, de brincar, de rir à gargalhada até não haver mais respiração, de correr e jogar até as bochechas ficarem vermelhas. Elas precisam que as atirem ao ar e sentir que em baixo ficam os braços seguros de quem as vai agarrar. Elas precisam de cheirar as flores na primavera, de sentir a areia fina da praia numa qualquer tarde de verão, de ir apanhar folhas no outono e de chapinhar nas poças de chuva no inverno. Elas precisam ser aconchegadas numa qualquer noite de invernia, de se sujar com farinha e ovos ao fazer um bolo, de contar os trocos numa qualquer ida ao supermercado faz de conta. Elas precisam que lhe limpem os olhos quando as coisas correm menos bem e as lágrimas têm tendência a rolar cara abaixo. Elas precisam de sorrir com o fato de palhaço e de pedir desejos com o senhor das barbas brancas. Elas precisam escorregar e andar de baloiço as vezes que tiverem necessidade disso porque são seres genuinamente felizes com pouco. Elas têm o direito de ser imensamente felizes e que nós, crescidos responsáveis saibamos que elas nos pedem tão pouco em troca do que deveria ser essencial e não obrigatório.

 

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