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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Eles também merecem ir de férias...

18.07.17 | Liliana Silva

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Chegamos a esta altura do ano e os apelos duplicam ou até triplicam.

Chegamos a esta altura do ano e as páginas de apoio, de recolha, de adopção dos animais são preenchidas por patudos que foram “esquecidos” no tempo…na estrada…fechados em casa…ou em varandas à torreira do sol.

Chegamos a esta altura do ano e o ser humano esquece o essencial para ver apenas o supérfluo. Esquece os amigos de anos para se focar única e exclusivamente no chapéu-de-sol, na areia e no mar. Esquece os tantos dias vividos e compartilhados com os seus patudos para lembrar apenas que precisa de descanso. Esquece às vezes até, que o seu animal foi o único que o recebeu com alegria, com entusiasmo e com amizade na entrada de casa, quando o silêncio seria o barulho mais ensurdecedor que talvez poderia obter no seu lar. O ser humano esquece. E esquece porque se esquece que estes patudos não têm voz própria mas têm sentimentos. Esquece porque não deu o suficiente daquilo que recebeu em troca.

Chegamos a esta altura do ano e são muitos, infelizmente, que tratam os nossos animais como de lixo se estivessem a livrar. São muitos os que preferem levar a mala do carro cheia de tralha a tentar encontrar lugar e soluções para que o seu animal tenha também direito a férias, a conhecer locais novos, a acompanhar a família e a divertir-se em tempo de férias. Sim porque eles são da família, fazem parte de cada um, talvez tenha sido com eles que tenham pedido a namorada em casamento, ouviram o choro do primeiro bebe da casa e sentiram o seu cheiro, protegeram os membros de possíveis roubos, receberam-vos sempre com uma lambidela ou com um encosto à espera de um toque meigo e demorado. Eles fazem parte da família e quem assim não os vê não é digno da sua amizade e sobretudo lealdade.

Por aqui não temos! Opção familiar que consideramos ser coerente com tudo o que um amigo patudo pode exigir. Por aqui não temos, mas sentimos. Sentimos que os nossos animais podem e devem ser melhor tratados, acarinhados e respeitados.

Quem assim não os vê, não poderia nunca ter, comprar, adoptar ou apadrinhar. Quem por egoísmo próprio, abandona o seu animal à mercê dos perigos que o mundo provoca não é com certeza amigo de si próprio quanto mais capaz de proporcionar aos outros, seres humanos, uma vida de dedicação e amizade. Vale a pena pensar nisto…porque eles não são coisas, não são papéis que se amachucam, não é loiça que se parte, não são roupas que deixam de servir. Eles são vida e vida meus amigos é para ser respeitada e preservada.