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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Géneros da discórdia...é pro menino e pra menina ohhh

22.08.17 | Liliana Silva

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Estala o verniz...

Polémica novamente instalada...

Desta feita por 2 manuais que a Porto Editora colcou à venda no mercado para as nossas crianças praticarem alguns exercícios/actividades antes da entrada no novo ano lectivo que se avizinha.

Nada disto teria despertado rumores não fosse a diferença que os seus colaboradores encontraram entre actividades de rapazes e raparigas, e mesmo que tivessem encontrado, qual a necessidade de expor na prática esta situação?

Vamos ao cerne essencial da questão...porque terá uma criança de ser obrigada a escolher a capa e nomeadamente o conteudo destes livros pela cor? Porque terá uma menina ser submetida à escolha de um livro apenas e só porque no seu interior a maioria das actividades tem como fundo principal as bonecas, as roupas, os peluches, ou até mesmo a cozinha? Porque terá um rapaz de escolher o azul com carros, aviões ou brincadeiras ao ar livre quando na verdade até gosta de brincar com bonecas ou até gosta de fazer os bolinhos de domingo para toda a familia.

Confesso que não me sinto à vontade com esta opção, e não me sinto à vontade, porque aceitando estes livros estou a ir contra aquilo que defendo para todos...igualdade de género e de oportuinidades e aqui meus caros a educação começa desde cedo. É nestas idades, é nestas diferenças e nestas escolhas que estamos a criar miúdos mais ou menos tolerantes, mais ou menos aceitáveis, mais ou menos defensores. É por estas idades que se começam a formar opiniões, a tomar decisões e a gerar confusões. E é nestas idades que começam a ficar os medos de brincar com A, B ou C porque ele deveria brincar com carros mas até gosta de pentear bonecas, ou porque ela deveria dar banho ao seu peluche quando na realidade gosta de jogar à bola com amigos da escolinha.

Estamos a entrar pelo mais básico da Equidade e da Igualdade Humana, e se queremos adultos mais capazes, adultos mais tolerantes, adultos mais conscientes do verdadeiro papel do ser humano na sociedade devemos barrar este tipo de diferenças.

A prática e o comum é "esse brinquedo é de menina" ou " ai esses joelhos esfolados até pareces um rapaz". A diferença que pode marcar o futuro deles é ensinar que podemos fazer de tudo desde que isso nos faça verdadeiramente felizes. Porque não devem ser os outros a condicionar a nossa maneira de decidir aquilo que realmente nos faz sorrir e viver a vida com mais intensidade. Porque no final tudo se resume a isto... queremos miúdos felizes e não miúdos oprimidos.

 

 

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