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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

29
Jun18

MAIS UM CAPÍTULO VIVIDO E ENCERRADO

Liliana Silva

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Foi há exactamente uma semana...

Voaram sete dias depois daquela tarde de magia e alegria

Passou uma semana...

Naquele mundo encantado e do faz de conta viveram-se momentos de verdadeira emoção. Foi a festa de finalistas da pré-escola do pequeno príncipe T e só hoje com o distanciamento desejado e possível consigo escrever algumas palavras do que ali vivi e de como ali com aqueles pais e mães fomos felizes e fizemos acontecer magia.

Pegamos todos os dias nos nossos tesouros e entrega-mo-los às mãos de quem inicialmente é um total desconhecido para nós. Fica o medo, a angústia, o sofrimento interior. Naquela altura só nós sabemos as suas manhas, o seu boneco favorito, a posição para adormecer ou as palavras mágicas para o acalmar em situações mais adversas como é o choro desenfreado. Até aquela altura achamos nós, que temos "poder total" sobre eles e que só connosco eles ficam bem. As horas passam e nos primeiros dias de adaptação até podemos ir buscá-los mais cedo para a adaptação inicial. Depois vêm os dias completos e a nossa impaciência em que chegue o final do dia de trabalho para os irmos buscar. Chega o dia em que eles já nem olham para trás e correm na procura calorosa dos amiguinhos e da sua educadora e auxiliar. Em casa há dias que não dispensam a ida à escolinha e festejar com os amigos dias e experiências novas é um verdadeiro turbilhão de emoções bonitas.

Foi assim que começou o percurso do mini cá de casa, foi assim que o deixei no infantário e foi assim que inesperadamente e a meio deste primeiro percurso fui forçada a mudá-lo para uma pré-escola...

Os medos voltaram, as angústias recomeçaram e o sofrimento interior aumentou...com ele tudo igual. A adaptação foi exímia, os amiguinhos novos uma mais valia e as senhoras (educadoras e auxiliares) receberam-nos como quem recebe mais um membro da realeza.

E assim se passaram CINCO ANOS. Aqueles que para mim são dos mais exigentes e ao mesmo tempo dos que maior crescimento interior uma criança pode ter. Foi neste cinco anos que as primeiras noções de amizade, partilha, amor ao próximo foram passadas e só assim isto faz realmente mais sentido. 

Há uma semana fechamos este ciclo e esta etapa e há uma semana atrás os nossos meninos tiveram direito a ocupar os lugares de destaque recebendo as suas fitas e os seus chapéus de finalistas. Foram tratados como verdadeiros príncipes e princesas e eu consegui rir e chorar, chorei e sorri da mesma forma e com a mesma intensidade...acredito que é assim que devemos viver...no centro das emoções.

Abrimos, tal como eles, as asas da nossa imaginação e tornámos aqueles momentos em verdadeiros minutos reais. Com eles dançamos ao som da Bela e o Monstro e com eles abrimos apetite para as novas vivências que por aí vêm.

E este post não faria sentido sem agradecer e sem nomear, perdoem-me mas só nomeando consigo fazer-vos passar a importância que tiveram na vida do meu filho. À Cecília e à Clara um obrigada especial por receberem um príncipe ainda bébé e por tudo o que de bom engloba o criar e educar um bebe de um ano. Foi com elas que ele aprendeu a andar, foi a elas que deu a mão para adormecer na sesta. Foram elas que lhe cicatrizaram as primeiras feridas e os primeiros cuidados nos tombos que as descobertas nos fazem dar. Vocês sabem o quão importantes são e o lugar que ocupam no meu coração.

À Bita, à Isabel, à Sandra, à Dulce, à Sandra Sousa, à Marília, à Paula e à Susana quero que saibam que fizeram do meu bébé um menino com asas para voar livremente e com tudo o que isso implica vos estou eternamente agradecida por todos os telefonemas que fiz, por todas as fotos que pedia, por todas as mensagens que em dias de coração apertado nunca me negaram. Porque educar as ciranças é também saber amparar os pais e nisso vocês são profissionais exemplares e seres humanos distintos.

Um beijinho especial à terapeuta Raquel e a todos os professores do projecto REMY que proporcionaram novas experiências  e momentos animados em cada dia que passou.

A todos os pais dos outros meninos, particularmente aos pais dos finalistas e que seguem connosco esta caminhada um obrigada descomunal por tudo o que me aturaram estes dias que antecederam a festinha dos finalistas, fomos fenomenais!!  

Obrigada a todos os que cruzaram o nosso caminho...sou abençoada.

 

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