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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

17
Ago17

O Jardim da Tranquilidade - Visita ao Buddha Eden

Liliana Silva

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Saímos de casa com um intuito e uma rota destinada. Sabíamos o que queríamos ver porque andávamos a adiar o que para muitos dos nossos amigos era um local a visitar, uma zona de excelência e ponto de regresso obrigatório.

Por tudo isto decidimos aproveitar um fim de semana prolongado. Malas feitas e aí vamos nós à descoberta. O caminho não foi dificil, tínhamos as estradas estudadas e sabíamos que a zona do Jardim era no Bombarral. Percebemos assim que lá chegámos que não fica mesmo na zona central e como tal tivemos de parar o carro e perguntar (quem tem boca vai a roma, certo?!) e aqui a "je" mamã detesta andar às voltas só para não importunar ninguém ou medo de passar por inculta do nosso "Portugalito".

Ora não estávamos de todo errados, e as indicações da senhora da varanda conseguiram levar-nos direitinhos ao paraíso.

Avistámos um grande parque em terra batida e com inúmeros carros estacionados, percebemos que tínhamos chegado ao local pretendido. O pequeno príncipe T ía no suspense da viagem e na surpresa do que iria encontrar e confesso que nós também estávamos ansiosos por conhecer o que muitos designam como "Jardim da Paz".

Percebemos ao estacionar o carro que já havia fila para a compra dos bilhetes que custam 4 Euros por pessoa a partir dos 13 anos, mas a verdade é que estão bastante organizados dado que existe a possibilidade de escolher o pagamento por MB ou por dinheiro (e outros meios de pagamento), gerando por isso duas filas e vai daí consegue-se despachar o pessoal muito mais rapidamente do que seria o esperado.

Ora na compra do bilhete, metemos a "pata na poça", escrevendo curto e conciso. Isto porque a entrada custa os tais 4 Euros por pessoa (maiores de 13 anos) e há o passeio de comboio que são mais 3 Euros por pessoa. Aqui os espertos, em vez de questionarem quem sabe do assunto, tomámos por certo que o comboio não valeria a pena porque faria apenas uma volta e nós íamos numa de caminhar e conhecer os caminhos mais afastados do percurso normal...WRONG...erro crasso e mais adiante explico-vos porquê, afirmando já de caminho que foi o único senão que encontrámos deste passeio (sendo que o erro foi única e exclusivamente nosso que não perguntámos o que devíamos).

Já com o mapa na mão (que nos é dado na compra dos bilhetes) fazemos o nosso circuito como queremos, dado que em círculo se consegue ver tudo e regressar ao ponto de partida.

 À entrada e ao optarmos pela via mais à direita temos um enorme lago com peixes laranjas e pretos que fazem as delícias dos mais pequenos.

 

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 A partir daqui foi perder-nos pela imensidão de jardim, de sítios, de paisagens, de estátuas, de budas...enfim um autêntico oásis que nos permite viajar e sentir em liberdade.

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O Bacalhôa Buddha Eden é o maior jardim oriental da Europa e está em constante renovação. Situado a apenas 70km de Lisboa, actualmente faz parte de uma enorme quinta de vinhos, a Quinta dos Loridos. Num total de 100 hectares, cerca de 40 estão reservados a este jardim com lagos, peixes, patos, tartarugas e plantas exóticas.

A história que marca o nascimento do Bacalhôa Buddha Eden no Bombarral, Portugal, é bastante interessante. Surgiu como protesto perante a destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão em 2001, considerado um dos maiores actos de barbárie cultural.

Surpreendemo-nos com as estátuas de vários tamanhos e vários deuses. E numa brincadeira sem precedentes decidimos imitar as posições de cada uma delas, levando a visita para um ponto de diversão e de descoberta...os recantos de cada sítio deixáva-nos cada vez mais prendidos àquele local. 

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O exército de cerca de 700 soldados de terracota azuis, pintados à mão e sendo cada um deles uma peça única faz as delícias de miúdos e graúdos e deixa antever grandes missões travadas ao longo de vários anos de história.

  

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A escadaria central é o ponto focal do jardim, onde os enormes buddhas dourados dão calmamente as boas-vindas. Estima-se que foram usadas mais de 6 mil toneladas de mármore e granito para edificar esta obra monumental. E foi aqui que percebemos o erro crasso do comboio turístico. Percebemos que o dito cujo faz paragens regulares já estipuladas e deixa sair os visitantes, permitindo-lhes visitar o que querem no tempo que querem e como querem, podendo os mesmos apanhar novo comboio em qualquer parte e em qualquer altura. Acabámos por não confessar isto ao miúdo que tinha mesmo muita vontade de andar, mas ficou a promessa de voltarmos e seguir o seu pedido. 

 

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Confesso que as expectativas eram grandes e em nada foram defraudadas. Foi um passeio lindo, é um sitio incrível, um jardim lindo por tudo o que o compõe. Pelas esculturas, pelas plantas e todo o espaço envolvente, e pelo que evoca: a paz.

 

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Muito mais havia a mostar, mas realmente só visitando este espaço se percebe a riqueza de cada recanto. Foi óptimo percorrer a pé cada "esconderijo" deste sítio. As obras de arte de vários artistas são magníficas, as estátuas em pedra a perder de vista deixa-nos de boca aberta, as plantas, flores e árvores um verdadeiro convite a respirar ar de qualidade. Deixo-vos com aquilo que confesso adorei ver... o lago de nenúfares. Mais um espaço que me deliciou pelas cores e simbolismo.

 

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DADOS GERAIS DO JARDIM BUDDHA EDEN

Acesso: O jardim fica a cerca de 2 km do Bombarral (tem sinalização desde a saída da A8) e a 70 km de Lisboa, Portugal. Existe um enorme parque de estacionamento gratuito.

Dica: Ir de manhã ou a meio da tarde, pois durante a hora de almoço torna-se bastante quente.

Curiosidade: As estátuas são todas feitas de terracota ou pedra portuguesa (apesar de serem esculpida na China)

 

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