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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

O "novo" Natal da minha Vida

Liliana Silva, 02.12.19

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Confesso que ainda não percebi se gosto do natal por Ele ou por mim!!

A verdade é que antes, antes dele, o Natal era sem dúvida alguma a época com que mais vibrava, mais até do que o próprio dia de anos. Toda a envolvência que os meus pais conseguiram criar à minha volta e fazer-me acreditar no pai natal sempre, é das melhores lembranças da minha infância. Todos os anos sem excepção escrevia a minha carta. Todos os anos sem excepção a árvore e o presépio ocupavam o canto daquela sala e com eles as prendas que se amontoavam à medida que os dias iam passando. Todos os anos sem excepção o dia 24 era de “loucura saudável” com as sobremesas, os afazeres, a mesa de natal…Caramba…

Quando me lembro, parece que me transporto directamente para lá e sinto aqui bem no fundo o coração acelerado de tamanha felicidade…era mesmo tão feliz!!!

Sei bem quando o encanto se foi…aos poucos e definitivamente sei bem quando tudo deixou de ter sentido. Ironia do destino o ano em que deixei de acreditar foi o ano em que nasce o menino Jesus da casa e aí então é que percebi que este mundo tinha tanto de injustiça como de coisas bem feitas.

O Natal de 2012 foi, até aos dias de hoje um murro no estômago. Uma sensação que não consigo descrever. Tinha toda a gente de olhos postos em mim e eu com uma vontade imensa de desaparecer do mapa.

Os anos passaram…voltei a olhar as luzes como sensação de magia, voltei a rever na montagem da árvore um símbolo de coragem e de família, voltei a sentir o presépio como sinal de tempos de esperança e fé (a pouca que me restava).

Este ano custa menos um pouco que o ano passado e assim sucessivamente. Quero que ele sinta metade da magia do natal que eu tinha com a idade dele e até com o dobro. Tornou-se para mim um objectivo, “plantar” este espírito no coração dele. Sei que é uma criança mais feliz, ver a alegria e vibração dele faz-me sem dúvida ter outra atitude perante esta data.

Um dia, lá bem longe, quero que ele, ainda que possa verter umas valentes lágrimas, consiga sentir que a mãe quis sempre que ele acreditasse que a magia desta época pode fazer toda a diferença. E a magia não é de todos os presentes físicos que colocamos a rodear a árvore. Quero que ele sinta e se lembre de  todos os cheiros, todos os toques, todas as músicas, todas as camisolas “foleiras” de natal que lhe comprei, da tarte de amêndoa da avó Maria e da árvore folhada do Pai Ricardo e relembre isso com um sorriso no rosto, um sorriso de saudade alegre.

A árvore está montada, o presépio está feito, o calendário do advento está aos poucos a ser descoberto e a casa “cheira” a magia…a Magia das emoções, da família e do Amor.

E por aí…querem conta-nos como é o vosso Natal? Acreditam na magia?