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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

29
Nov18

Ohhhh mãe…mãe…mãeeeeeee

Liliana Silva

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Arre boa gaita nisto…cum caneco que às vezes já não consigo ouvir esta palavra vinda da tua boca. Mil perdões mas é a mais pura verdade. Quando estamos juntos não há nada que faças sem chamares por mim umas quinhentas vezes (e talvez até esteja a ser simpática…ahahaha). Imaginemos uma frase com dez palavras, consegues dizer a palavra mãe em provavelmente metade do texto. E no final de uma hora conjunta isto já não soa assim tão bem…

"Oh mãe onde está o meu microfone?"

"Oh mãe onde puseste as minhas sapatilhas?"

"Oh mãe o pai está a dizer que não posso ver o Panda…"

"Oh mãe não quero comer!"

"Oh mãe já??? Mas mãe ainda nem brinquei nada…oh mãe vá lá deixa lá…"

Mãe, mãe e mãe...

Arranjei um segundo nome assim do nada e até passei o outro para segundo plano. Na escola poucos são os que sabem o meu nome, a professora liga e diz “estou a falar com a mãe do tiago?” os amiguinhos chegam-se e “oh mãe do tiago”. Ao telefone a médica que marca a consulta diz “queria falar com a mãe do tiago”. Na rua alguns interpelam-me “ah é a mãe do Tiago, do blogue do microfone”…UAUuuuuuu isto realmente é uma grande responsabilidade. Já repararam bem?! Ele ganhou destaque pois só se fala no seu nome, Tiago, e eu perdi a minha reputação enquanto 1ª pessoa do singular…xiçaaaaa

Haja paciência, pois à parte disso e em casa é como se vê…um “mãe” para lá e para cá que não tem fim. E no outro dia cheguei mesmo a reagir no momento (porque não sou de ferro como alguns pensam) e disse sem pensar “caramba Tiago, será que não consegues fazer nada sem chamar por mim?”

Primeiro até eu já interiorizei que sou a Mãe (prazer em conhecer-me…) e depois peguei naquela reacção que me caiu muito mal segundos após a ter dito, peguei nela e decidi “estudar” o que tinha dito assim de tão mal para me sentir péssima. A conclusão foi aterradora.

Sou mãe! Ponto!

Devo dar graças por ter este “nome” pois é uma bênção que muitas não conseguem ter ou ouvir. E serei mãe para toda a vida. Interiormente já me mentalizei que vou ouvir tantas quantas as que conseguires dizer num milésimo de segundo e não estou é nada mentalizada para quando essa palavra deixar de soar tantas vezes quantas as que queria...pois é... não tarda já te calças sozinho e já não chamas a mãe para te calçar, faltará pouco para que peças à mãe para apertar os botões das camisas, está a chegar o dia em que não precisarás de mim para chegar à prateleira e tirar o copo para beber água, daqui em diante não te queixarás do canal panda porque até esse vai passar à história...e cá está, estas conclusões são aterradoras. E são aterradoras não num mau sentido, mas no sentido de que estás a crescer, a ganhar asas, aquelas que vejo crescer diariamente. 

Desengane-se quem acha que os filhos serão sempre nossos...porque ainda que haja sempre um fio condutor que te leva directamente ao meu coração, és cada vez mais um ser do mundo. Por isso deixa-me lá ser Mãe assim tantas vezes quantas as que achares necessárias para me chamar. E podes chamar sempre, porque apesar da minha rabujice, daqueles dias em que já não te consigo ouvir assim tão bem, vou lembrar-me que aqui onde andamos é tudo muito passageiro e morno. 

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