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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

15
Set17

Parem lá com isso...!

Liliana Silva

É impossível não sentir a pressão dos adultos desde muito novos.

É impossível não sentir o certo e o errado quando teimam em nos querer impor distinções desde tenra idade.

É impossível não ouvir as coisas quando fazem questão de nos repetir duas e três vezes a mesma frase ou a mesma demagogia.

Ora pois bem, deixem-me cá tentar explicar-vos que como mãe não me cabe a mim "abrir a cabeça da minha cria" e fazê-la perceber que o objecto A serve para meninos e o objecto B serve para as meninas. Não me cabe a mim, enquanto mãe dizer-lhe que isto ou aquilo é para os homens ou para as mulheres. Não me cabe a mim, enquanto cuidadora e educadora repetir que não deve calçar os sapatos de salto alto da mãe ou deixar de por o gancho da amiguinha da escola porque parece mal.

E não me cabe a mim enquanto mãe porque enquanto mãe eu gosto que ele descubra por si próprio tudo o que o rodeia, gosto que seja explorador, gosto que mantenha o interesse pelas coisas mas sobretudo pelas pessoas. Enquanto mãe prefiro preocupar-me com os valores que deve aprender do que preocupar-me com as preocupações dos outros ou da imagem que possa passar de si mesmo e de nós enquanto pais. Enquanto mãe eu quero mais é que a opinião dos outros se lixe e o meu filho seja um menino feliz e realizado. E não vou preocupar-me mesmo. Não vou porque acho uma preocupação desnecessária quando já tudo à nossa volta é tão atrevidamente preocupante.

Não me parece que ser criança seja estar condicionado a um status. Não me parece que queiramos condicionar os nossos filhos única e exclusivamente com receio do que possa originar a opção deles.

Os problemas somos nós, adultos inconsequentes que os criamos. Em tempos foi-me dito em conversa, que como prenda de anos o sobrinho pediu uma boneca à tia...o que fariam vocês neste caso tão especifico? Arriscavam a felicidade da criança ou o mal estar dos pais com aquele suposto "presente envenenado"? Posso-vos dizer que esta tia conseguiu quebrar os tabus existentes, e sem pensar nos outros, pensou no pedido da criança. A boneca foi oferecida ao menino. O menino brincou com a boneca e hoje quem sabe talvez até já a tenha "desvalorizado". Não será mais simples esta atitude? Não será mais simples relativizar as coisas? Não será mais simples vê-los apenas como crianças que são e deixá-los ser felizes à maneira deles, pondo de lado as nossas ideias e ideais indevidamente instaurados na sociedade que temos?

 

 

Lembram-se de ser crianças?

" Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso."   

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