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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

19
Ago17

Perdoem-me...mas e nós?!

Liliana Silva

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Confusa, triste, revoltada, insegura, amedrontada...

Haverá outros quantos adjectivos que poderiam demonstrar aquilo que por estes dias me vão deixando neste estado de incapacidade quase total para conseguir ver um mundo melhor.

Sem ter acesso à informação imediata, cheguei a casa e vejo a televisão ligada e a vermelho nova chamada de atenção...voltei a gelar, a quebrar e a suspirar. Sem o miúdo por ali para poder abraçar o meu instinto foi desvalorizar. Já não aguento, já não permito, já não é humanamente possível colocar todos estes cenários num coração que chora por tantas outras coisas.

Lamento que assim seja, sincera e cruel, mas desvalorizei porque me lembrei imediatamente de nós, das nossas gentes, do nosso povo rodeado de chamas, a perderem os familiares para o fogo, o sustento de uma vida, alguns deles até a própria vida.

Pelas 20h e com a abertura dos jornais nacionais, reparo que à notícia do atentado foi dado destaque de início. Perderam-se 13 vidas e outras tantas lutam pela mesma numa unidade hospitalar. As nações voltam a estar em cheque, a segurança volta a ser posta em causa, o terrorismo psicológico volta a pressionar quem apenas caminha levando a sua vida para a frente...

E com este destaque o meu pensamento principal foi "conseguiram dominar ou até mesmo apagar o fogo de Mação, de Gavião, Covilhã e outros tantos que por este nosso país têm dizimado lugares". Mais à frente vejo que não e a revolta aumenta.

Pareço-vos confusa? Pareço-vos ingrata? Pareço-vos insensível? Não estou a misturar temas, estou a complementá-los.

Nos últimos 2 meses somos nós, portugueses, que temos sido vítimas constantes de actos terroristas. Nos últimos 2 meses, somos nós, povo de uma nação, que tem sido atacada por todas as direcções possíveis e imaginárias. Nos últimos 2 meses somos nós, gente das terras e das aldeias que perdemos directamente num único fogo 64 vidas humanas, ainda e sempre sem explicação. Não deveremos nós também ser considerados vítimas? Não deverão os outros países abrir jornais com esta calamidade nacional? O que fazemos a quem fica de quem se foi?

Isto é terrorismo! Isto é ataque! Isto é crueldade!  E será durante muitos e muitos anos, porque nos vai faltar o pão para colocar na boca daquela gente que perdeu tudo. Vai-nos faltar o sustento da terra para muitos. vai-nos faltar o oxigénio puro que fazia de nós e destas terras, as terras da diferença.

Não querendo ser ingrata, insensível e demonstrando toda a minha solidariedade para com as vítimas deste 17 de Agosto, em Barcelona, peço-vos a todos que não se esqueçam que também nós vivemos no meio de inimigos dispostos a tudo para nos deixar as matas devastadas, as serras negras, e os olhares vazios ao olhar um horizonte que até então era verde e virou preto e cinza.

Nesta minha divagação, o pequeno príncipe T chegou, animado como sempre, bem disposto como habitual e eu decidi entrar na "onda" dele, é mais fácil sabem...levar as coisas pelos olhos e o coração de uma criança. Porque apesar das já muitas perguntas, ele tem a capacidade de armazenar tudo nas "gavetas" do seu coração pequenino e ir buscar a cada uma delas o essencial para sorrir e viver a vida pelo seu arco-iris.

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