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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

Quando o menos se torna mais!

Liliana Silva, 11.07.17

Sábado foi dia de festa, de brincadeira, de alegria e diversão.

Sábado foi dia de aniversário do primo M. e a excitação foi de tal forma grande que às 08h da manhã de sábado tinha alguém aos gritos na cama a perguntar se já podia levantar-se e ir para a festa...ainda tentei fazer a migração para a nossa cama e levantar-lhe um pouco mais a voz para dormir que ainda era cedo mas sem qualquer sucesso, para mal do meu querido sono.

Sim eu sei, culpa aqui da mamã que já sabe que não pode adiantar este tipo de coisas sem ser no proprio dia, caso contrário acontece isto...o sentimento de folia é tal que nem descansa. Lá tive de levar com aquela beleza que perguntava a cada meia hora se já era altura de ir para a festa. Grrrr....

Ora e dia de festa e aniversários são dias de prendas  e por aqui faço sempre questão que o pequeno príncipe T me acompanhe na escolha do presente a oferecer. Sim, também sei que a maior parte das vezes ele escolhe como se estivesse a escolher para ele, mas o mais engraçado é que não se fica por 1 ou 2 presentes, quer sempre oferecer muito e lá tenho de lhe por um travão e explicar que haverá mais pessos a dar prendas.

Acordado o presente a dar, vem a célebre frase "ohhhh tão bonito, não tenho, também podes levar para mim?" Sem birras ou exigências...apenas com aquele jeitinho que ele tão bem sabe ter para nos fazer vacilar. E pronto, aqui confesso que o coração oscila entre o certo e errado. Sábado não foi excepção e uma simples história despertou em mim a vontade de comprar para um e para outro. E naquele milésimo de segundo que estás quase a pegar na 2ª unidade, tens o neurónio esquerdo a chamar-te à razão. Sem dar nas vistas, virei costas e perguntei-lhe "quem faz anos hoje és tu ou o primo?" 

A resposta dele foi clara, curta, concisa e no fim de contas inesperada "quando fizer anos podes comprar-me este livro? Ainda não tenho nenhum destes e é muito bonito". A conversa ficou por ali. A resposta foi como é óbvio que sim, que ele depois pedia o que queria e nós pais, tentaríamos oferecer o que estivesse dentro do nosso orçamento. Ele ficou tranquilo e eu com vontade de voltar atrás e ir buscar o livro. Confesso que a vontade se instalou porque estamos a falar de um artigo que não era de todo caro e porque o T tem uma "biblioteca" que faço questão de apetrechar sempre que possível. Mas ele ficou tranquilo e é assim que deve ser, é agindo assim que tento que ele dê valor às coisas, mas sobretudo ao dinheiro. Não pode nem deve achar que tem tudo (e acreditem tem muito mais do que às vezes eu acho que deveria ser o certo). Mas quando se trata dos nossos filhos queremos sempre dar-lhes o bom e o melhor. Por aqui sabemos que o essencial não são os brinquedos, as histórias ou os instrumentos. Por aqui sabemos que os sentimentos, o conhecer, o vivenciar, são sempre mais importantes e fundamentais no crescimento dele e nosso enquanto pais. Somos mais ricos por nos termos uns aos outros e não por termos a etiqueta A ou o brinquedo B. 

Às vezes devemos parar para pensar, porque o menos às vezes é mais e torna-se num grande aliado para o futuro. 

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