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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

22
Fev18

Sobre a Vida...

Liliana Silva

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Perdi-me nos dias e na capacidade de escrever o que por aqui se ia sentindo. E são sentimentos pessoais, materno-familiares que me deixam à beira de um ataque de nervos. 

Ontem deitei-me com mais um peso no coração e a alma em rebuliço.

As coisas acontecem mesmo sem que nos apercebamos que elas podem mudar e só aí tomamos consciência do que realmente "não somos".

E deitei-me com medos acrescidos que nunca vou conseguir controlar. Medo por tudo e por todos, mas principalmente medo por não conseguir controlar o que a vida tem reservado no bolso para cada um de nós. E dei por mim a divagar, a exagerar, a criar paranóias que não consigo amenizar no momento.

As idas a Coimbra são sempre extenuantes, quer pela carga emotiva, pela envolvência do sítio, pelas pessoas que connosco se cruzam. E ontem senti aquela sala de espera particularmente fria, desprovida de alma, vazia de sentimentos. Ali sentia-se única e exclusivamente o sentido da sobrevivência. Ali ouvia-se apenas o ruído da porta que batia sempre que uma rajada de vento mais forte se fazia sentir e as despedidas dos utentes que uns para os outros desejavam todos o mesmo...as melhoras e dias melhores.

E é assim há já 14 anos, mas ontem particularmente senti-me perdida no espaço e no tempo. O único pensamento na altura era de querer que as coisas tivessem melhorado e que tudo estivesse minimamente estabilizado e a minha única função ali é e será sempre não deixar que a ansiedade e o medo tomem conta dele. Mas ontem fui eu que me deixei afectar, caramba...sei que não consigo prever, que não consigo fazer mais, que não está nas minhas mãos curar, mas ontem a veia maternal estava carregada no máximo e os pensamentos em nada abundam ao meu sentido mais prático da coisa. E não cheguei a nenhuma conclusão científica, não tirei partido de nada ali, não trouxe nada de novo para além de nova ida que assim será sempre, mas vim novamente com a certeza que o universo emana sentimentos e vivências que nos marcam e que nos moldam. Dizer que aprendemos com os erros é uma treta. Achar que ficamos mais fortes com as quedas que damos é mentira. Pensar que não iremos cometer o mesmo erro duas vezes não será bem assim. Somos seres humanos capazes do imprevísivel e a única coisa que nunca nos podemos esquecer é que num instante esta vida pela qual lutamos não é nossa. Mesmo que eu tenha o maior coração do mundo e a melhor boa vontade não consigo mudar o que à partida já está tão pré-destinado...a vida minha gente é para ser vivida. Só vivida e não pensada. Porque demoramos demasiado tempo a pensar como fazer e o que fazer, quando na verdade a resposta está única e exclusivamente na nossa acção imediata.

 

 

 

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