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Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Ele, o microfone e a mamã

"Radicalismos" de uma mãe galinha, rabiscos e cantorias do pequeno príncipe T e vida, muita vida para vos mostrar. No nosso T3 vivemos e sorrimos muito.

Uns dias de pausa...

29.01.19 | Liliana Silva

 

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Estou em crer que quando o mundo perde uma criança, fica sem dúvida mais pobre. É assim que me sinto. E se para alguns isto é dramatismo puro, para mim isto é motivo de reflexão, motivo para repensar, motivo para relembrar o essencial nesta vida de correria.

O mundo perdeu o Julen. Aqueles pais perderam um filho. Milhares de pais perdem os filhos todos os dias para as doenças, para os acidentes trágicos, para a guerra, para a fome... e é uma realidade que pode acontecer a cada um de nós...mas parece-me que as pessoas não se apercebem bem disso. Acredito também que não é um assunto que tenhamos de trazer no pensamento, muito menos um assunto em que tenhamos de estar à espera, pois isso seria não viver. A isto chamamos de medo e este não pode fazer parte do nosso vocabulário. O que quero com isto dizer é que parei para encontrar significado nestas tragédias...

Se encontrei?! Não! Simplesmente percebi aquilo que há muito tenho escrito e tenho dito, aproveitamos pouco o muito que temos, reclamamos demais pelos problemas que nos surgem, criamos entraves onde eles não existem...e depois? E quando o pior bate a porta?! Lamentamos porque não fomos, porque não fizemos, porque não aproveitámos, porque não...?! Andamos assim, sobrevivemos num mundo atolado de energias cansadas e sem tempo.

Necessitei de uns dias de pausa por aqui. Sem palavras, sem fotografias, sem vídeos...uma pausa para aproveitar o que tenho ao meu redor, uma pausa para entender isto dos verdadeiros afectos, uma pausa para resolver os problemas interiores que não passam disso mesmo. Acho que devemos estas pausas a nós mesmos e aos outros. A correria do dia a dia tira-nos a capacidade de agir com sentimentos. Somos máquinas no corre corre da vida.

O que ganhei ao fazer este "luto", hoje pelo Julen?! Ganhei paz interior, ganhei coragem para seguir sem medo, ganhei o entendimento necessário para saber que nunca vamos controlar tudo, e se um dia, por algum motivo a tragédia voltar a bater à porta, eu tenha a capacidade de saber que neste tempo eu fui verdadeiramente feliz.

Porque viver é isto...é aproveitar aquilo que temos de melhor e mais verdadeiro, o amor, as amizades, as conquistas...porque viver é ter a capacidade de nos reerguer dos maus momentos sempre com a esperança de que a vida não são só tragédias. Que sejamos capazes de lutar sempre pelos nossos sonhos pois só assim isto faz realmente mais sentido.

Fui...mas já voltei...

 

 

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